Denúncias de maus-tratos a ANIMAIS aumentam 13% em Jundiaí

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A morte brutal do cachorrinho Orelha(foto ao lado), na Praia Brava, litoral de Santa Catarina, causou comoção nacional. Cão comunitário, ele foi atacado por um grupo de adolescentes no último dia 4. Após ser socorrido e levado a uma clínica veterinária, o cachorro foi submetido à eutanásia no dia 5, em razão da gravidade dos ferimentos. Em Jundiaí, entre 2024 e o ano passado, houve aumento de denúncias de maus-tratos de pouco mais de 13%. Nestes primeiros dias de 2026 já foram registrados 161 atendimentos de denúncias, segundo o Departamento de Bem-Estar Animal (Debea).

De acordo com o órgão, 1.071 queixas foram investigadas em 2024. Destas, 338 foram consideradas procedentes, resultando em 10 boletins de ocorrência. No mesmo período, 36 animais foram recolhidos. Já em 2025, o Debea contabilizou 1.214 atendimentos, com 546 denúncias procedentes e 10 animais recolhidos por maus-tratos.

A Prefeitura de Jundiaí afirma que, no último ano, houve intensificação das ações de fiscalização para apurar de situações de maus-tratos a animais. As reclamações podem ser feitas pelo telefone 156 ou pelo aplicativo da Prefeitura. Após o recebimento, as ocorrências são analisadas e incluídas na programação de vistorias, que têm como foco inicial a avaliação do bem-estar do animal e a orientação educativa aos responsáveis. Em casos mais graves, o Debea pode atuar de forma punitiva, com autuação e multa, além de envolver outros órgãos.

Na UIPA, que funciona no bairro do Ivoturucaia, são registrados vários casos de abandono, tanto de animais adultos como de ninhadas inteiras. Em agosto de 2025 foram quatro cães. No mês seguinte, oito: seis filhote e dois adultos(foto principal). Em outubro, um cachorro foi amarrado no portão da entidade. Em novembro, mais um. Neste mês, um cão(foto acima) foi jogado por cima do muro da Uipa, que recolhe, abriga e da assistência para a adoção. “Muitos dos animais largados na rua da entidade estão extremamente assustados, fogem para matagais próximos, o que impossibilita o resgate”, informou Carmela Panizza, voluntária da UIPA.

Lei – O vereador João Vitor protocolou, na Câmara Municipal de Jundiaí, projeto de lei que tem como objetivo responsabilizar administrativamente tutores e pais de menores de idade que praticarem crime de maus tratos a animais. “O legado do Orelha precisa permanecer em todo país e queremos evitar que novos crimes aconteça principalmente em nossa cidade”, afirmou o parlamentar.

Orelha – O cãozinho que comoveu o país tinha 10 anos e foi atacado por quatro adolescentes. Ele era considerado um cão comunitário. Os moradores da Praia Brava cuidavam dele. Devido à enorme repercussão, a Polícia Civil passou a investigar o caso. No último dia 26 foi deflagrada uma operação para cumprimento de mandados de busca e apreensão contra os adolescentes e os adultos responsáveis. Dois dos adolescentes foram para a Disney depois do crime. A viagem já estava programada. As autoridades também investigam um outro caso de agressão feito pelos mesmos adolescentes contra o cachorro conhecido como Caramelo. O animal conseguiu escapar dos ataques.(Com informações da Agência Brasil)

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