A Igreja Evangélica do Povo de Deus(IEPD), de Jundiaí, aplicou R$ 50 mil em contratos SCPs do Grupo Fictor, investigado pela Polícia Federal(PF) por crimes financeiros e gestão fraudelenta. Pelo menos outras cinco entidades religiosas – católicas, evangélicas e budistas – constam na lista de credores da empresa, que entrou em recuperação judicial no início deste mês em razão de dívidas que ultrapassam R$ 4,2 bilhões. A informação é do jornal Metrópoles, na coluna de Tácio Lorran no último sábado(14).
A IEPD fica na rua rua Olivio Boa, 797, no Parque da Represa, e teria sido fundada em junho de 2023. Nas redes sociais, a igreja se identifica como “uma comunidade cristã comprometida com a adoração, ensino e serviço ao próximo”. Os cultos são realizados todos os domingos, sempre às 19 horas. O Jundiaí Agora entrou em contato com a IEPD e até o momento não obteve retorno.
Investigações e recuperação – De acordo com o texto do Metrópoles, “cinco dessas associações religiosas aportaram R$ 1,8 milhão nas Sociedades em Conta de Participação, as chamadas SCPs, da Fictor. Trata-se de um modelo pouco transparente, que não tem seguro financeiro e que escapa das fiscalizações de órgãos de controle, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central (BC). A atuação suspeita da Fictor por meio das SCPs foi revelada pelo jornal em maio do ano passado. A empresa prometia aos investidores retorno superior a 26% ao ano, taxa considerada fora do comum. O negócio desandou de vez após a tentativa do grupo de comprar o Banco Master”.
A lista de credores religiosos inclui duas igrejas evangélicas, uma comunidade católica ligada ao Frei Gilson, uma associação budista, uma ONG que trabalha com programas de “recuperação” de pessoas com vícios e uma entidade focada em crianças e adolescentes. No início deste mês, duas empresas do grupo, a Fictor Invest e Fictor Holding, entraram com o pedido de recuperação com dívidas de cerca de R$ 4,2 bilhões. No total, a lista de credores tem cerca de 13 mil pessoas físicas e jurídicas, informa o Metrópoles.(Foto: redes sociais IEPD)
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