Durante quase meio século, a Guerra Fria não se limitou à corrida armamentista, espacial e ideológica entre Estados Unidos e União Soviética. Enquanto os governos construíam ogivas nucleares e lançavam satélites em órbita, uma disputa ainda mais secreta acontecia nos céus — uma corrida silenciosa pelo domínio de tecnologias que, segundo inúmeros relatos e documentos confidenciais, não eram deste mundo. Entre espionagem, propaganda e desinformação, tanto Washington quanto Moscou sabiam que algo real cruzava os céus e que dominar essa tecnologia significaria vencer não apenas o conflito geopolítico, mas o próprio futuro da humanidade.
O estopim dessa corrida ufológica ocorreu em 1947, quando o suposto acidente de uma nave em Roswell, Novo México, despertou o interesse das duas superpotências. Nos Estados Unidos, o incidente deu origem a uma série de investigações secretas — Project Sign, Grudge e Blue Book — destinadas oficialmente a estudar o fenômeno, mas que na prática buscavam compreender e reproduzir o que quer que tivesse caído naquele deserto.
Do outro lado da Cortina de Ferro, Stalin reagiu com pavor e curiosidade. Documentos soviéticos relatam que o ditador ordenou à KGB e ao Ministério da Defesa a criação de uma equipe para estudar o caso, convencido de que poderia tratar-se de uma nova arma americana baseada em tecnologia alemã ou não humana. A escritora e jornalista Annie Jacobsen, em Area 51: An Uncensored History of America’s Top Secret Military Base, afirma que durante a Guerra Fria, o Kremlin chegou a acreditar que os Estados Unidos haviam feito contato com seres extraterrestres e tentavam ocultar a descoberta sob o pretexto de testes militares.
Os Projetos Secretos Americanos – Nos anos seguintes, os Estados Unidos mergulharam em uma sucessão de programas sigilosos. O Project Paperclip importou cientistas alemães que haviam trabalhado em armas experimentais, muitos deles instalados na base de Groom Lake — o embrião da futura Área 51. Enquanto o público era distraído por histórias de “balões meteorológicos”, engenheiros e militares tentavam compreender ligas metálicas incomuns e padrões de voo impossíveis registrados em radar.
Entre 1952 e 1969, o Project Blue Book reuniu mais de 12 000 relatos de objetos voadores não identificados. Oficialmente, 95% foram explicados. Os 5% restantes, porém, envolveram testemunhos de pilotos, controladores e oficiais de alta patente. Paralelamente, rumores insistiam na existência de um grupo ultrassecreto — o Majestic-12 — encarregado de estudar seres biológicos e tecnologia recuperada de acidentes. Para alguns pesquisadores, esse grupo seria o embrião do atual complexo militar-industrial que domina a pesquisa aeroespacial.
A Resposta Soviética – A URSS não ficou para trás. Sob supervisão do marechal Lavrenti Beria e do general Zhúkov, o governo criou uma estrutura dedicada à coleta e análise de fenômenos aéreos anômalos. O Programa “M-Série” reunia cientistas e militares para investigar ocorrências em bases estratégicas e fronteiras. Relatos desclassificados indicam que a KGB armazenava destroços metálicos supostamente de origem desconhecida e que engenheiros tentaram replicar seus componentes.
Nos anos 1970, o Setor X da KGB registrou dezenas de casos envolvendo objetos luminosos próximos a silos de mísseis e centros de pesquisa nuclear. O incidente mais notório ocorreu em Kapustin Yar, em 1969, quando uma nave em forma de disco teria sobrevoado uma instalação militar por vários minutos, sendo detectada por radar. O Kremlin classificou o evento como “altamente confidencial” e proibiu qualquer divulgação pública.
Os UFOs e as Armas Nucleares – Durante toda a Guerra Fria, UFOs pareciam demonstrar um interesse especial por locais de armamento atômico. Nos Estados Unidos, o caso Malmstrom AFB, em 1967, envolveu a desativação simultânea de dez ogivas nucleares após a aparição de uma luz brilhante sobre a base. Testemunhas relataram que os sistemas eletrônicos simplesmente falharam. Anos depois, em Minot AFB, algo semelhante ocorreu.
PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE UFOLOGIA CLIQUE AQUI!
Na União Soviética, episódios quase idênticos foram registrados na Ucrânia (1982), quando mísseis foram ativados espontaneamente, entrando em contagem regressiva, e em Byelokoroviche, onde sensores detectaram um “objeto circular metálico” pairando sobre o complexo. Em todos os casos, as duas superpotências interpretaram o fenômeno como possível tentativa de interferência — não se sabia se vinda do inimigo terrestre ou de inteligências muito além da Terra.(Texto e ilustração: Revista UFO)
VEJA TAMBÉM
PUBLICIDADE LEGAL É NO JUNDIAÍ AGORA
ACESSE O FACEBOOK DO JUNDIAÍ AGORA: NOTÍCIAS, DIVERSÃO E PROMOÇÕES










