História afro-jundiaiense: Convite para conhecer nossas RAÍZES

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Preservar o patrimônio é conhecer histórias, revisitar espaços e preservar nossas memórias. No dia 17 de agosto, comemora-se o Dia Nacional do Patrimônio Histórico. Mais do que uma data no calendário, a ocasião nos convida a olhar para as marcas deixadas por tantas pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do nosso município. A população negra também fez parte dessa história, dessa construção. Contudo, muitos eram escravizados e, por essa condição, tiveram suas trajetórias apagadas. Por isso, é impossível falar do patrimônio histórico e cultural de Jundiaí sem reconhecer essa participação.

Diariamente, transitamos por ruas, praças, prédios e locais que são verdadeiros monumentos e, portanto, já são reconhecidos por sua importância histórica, como o Clube 28 de Setembro, o Solar do Barão, que hoje é o nosso Museu Histórico e Cultural, e o Espaço África, no Jardim Botânico. Mas quero destacar um lugar muito marcante, que merece ser lembrado: o antigo Largo do Pelourinho. Muita gente talvez não reconheça esse nome, mas ele está ligado à área onde hoje está a Praça Rui Barbosa.

No Largo do Pelourinho existia a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, construída no século XVIII, em pleno período escravagista. Era um ponto de encontro onde a irmandade se reunia não apenas para a contemplação religiosa, mas também para manter seus laços e suas tradições.

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Em 1922, foi demolida para permitir o prolongamento da Rua do Rosário. Com isso, rompeu-se um importante núcleo de representatividade e pertencimento. A paisagem mudou, os anos passaram, mas a história permanece.

E é justamente para conhecer um pouco mais sobre esses lugares que o Roteiro Histórico Afro-Jundiaiense integra a programação do Mês do Patrimônio e traz a proposta de visitas guiadas por diferentes espaços da cidade. Para quem quiser viver essa experiência, o encontro acontecerá no próximo sábado, dia 22 de agosto de 2026, das 9h às 12h, com saída do Espaço Expressa, na Avenida União dos Ferroviários, 1760.

Para mais informações, acesse a Agenda Cultural de Jundiaí e fique atento à abertura das inscrições. As vagas são limitadas. A cultura e história herdadas são resistência e sustentam nossos passos. Bom passeio!

ROSEMARY DA SILVA

Conferencista Nacional na Promoção  de  Políticas Públicas Étnico-Raciais. Formada em Direito pela Unianchieta, atua na Educação Infantil com o Projeto Igualdade Racial Nas Escolas. Escritora premiada na categoria  literatura infantil com o livro “Os Olhos Azuis Do Menino de Bantu”. Acompanhe seu trabalho pelo Instagram @rosemaryda96.

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