O mercado imobiliário na Região Metropolitana de Jundiaí(RMJ) apresentou desempenho positivo no segmento de venda de imóveis residenciais usados em abril último, refletindo um cenário de retomada gradual da confiança do consumidor e maior movimentação do crédito imobiliário. Pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis(Crecisp) junto a imobiliárias e corretores de imóveis de 13 cidades da região apontou crescimento de 32,69% nas vendas em comparação ao mês anterior, enquanto o setor de locação registrou retração de 11,67%, indicando um movimento de ajuste entre oferta e demanda.
O resultado demonstra que fatores econômicos e sociais seguem influenciando diretamente o comportamento do consumidor imobiliário. A estabilidade relativa do emprego regional, associada à busca por moradia própria e ao fortalecimento das linhas de financiamento habitacional, especialmente pela Caixa Econômica Federal, impulsionou a aquisição de imóveis. Ao mesmo tempo, os consumidores continuam mais seletivos, priorizando imóveis funcionais, bem localizados e com custos de manutenção mais acessíveis.
O levantamento mostra um equilíbrio praticamente absoluto entre a comercialização de casas e apartamentos. As casas representaram 51% das vendas realizadas, enquanto os apartamentos responderam por 49% dos negócios fechados. A preferência dos compradores esteve concentrada fora dos bairros tradicionalmente mais valorizados. As regiões urbanas periféricas e intermediárias responderam por 71,4% das transações, enquanto a área central concentrou 25,7% das vendas e os bairros nobres tiveram participação de apenas 2,9%.
Entre as casas vendidas, os imóveis de dois dormitórios lideraram com 57,1% das negociações, seguidos pelas unidades de três dormitórios, com 35,7%. Nas metragens, destacaram-se imóveis entre 51 m² e 200 m², perfil considerado adequado para famílias médias e compradores que buscam equilíbrio entre conforto e custo operacional. Nos apartamentos, a predominância foi ainda mais evidente para unidades compactas. Os imóveis de dois dormitórios responderam por 73,3% das vendas, enquanto apartamentos de até 100 m² representaram a maior parte das negociações.
A preferência por imóveis menores acompanha uma mudança social observada nos grandes centros urbanos e cidades médias do interior paulista: famílias menores, aumento de pessoas morando sozinhas e consumidores mais atentos aos custos fixos, como condomínio, manutenção e consumo de energia.
A pesquisa aponta participação significativa de imóveis em faixas de maior valor agregado. Cerca de 41,4% das vendas ocorreram em imóveis acima de R$ 501 mil, enquanto as faixas entre R$ 201 mil e R$ 500 mil também registraram forte participação nas negociações.
As modalidades de pagamento reforçam a importância do crédito imobiliário para sustentação do mercado regional. Segundo o levantamento, 58,5% das aquisições foram financiadas pela Caixa Econômica Federal, enquanto 12,2% utilizaram financiamentos de outros bancos. As compras à vista representaram 24,4% das negociações e apenas 4,9% ocorreram diretamente com os proprietários.
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