JJ e JC: Jornais on-line registram drama dos ex-funcionários

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Os jornais Novo Dia, Jornal da Cidade e A Verdade divulgaram a reunião de ex-funcionários do Jornal de Jundiaí(JJ) e Jornal da Cidade(JC) ocorrida na última terça-feira(18), na Câmara Municipal de Jundiaí. O primeiro grupo de trabalhadores moveu ações trabalhistas há 10 anos. O segundo, há 21 anos. As dívidas ainda não foram pagas. A reunião no Legislativo foi comandada por Paulo Sérgio Martins(PSDB) e contou também com a participação de Valério Freire Paiva, diretor do Sindicato dos Jornalistas de Campinas, e Gustavo Loschi, diretor de Assuntos Parlamentares da Prefeitura de Jundiaí. “O problema que vocês estão sofrendo pode envolver as esferas criminal, administrativa e, obviamente, a trabalhista. É certo que os órgãos públicos devem divulgar em jornais. Contudo, não tem cabimento que empresas recebam, não paguem vocês e os donos continuem vivendo de forma nababesca. O que estão fazendo com vocês é uma injustiça”, disse o vereador aos ex-funcionários. Várias estratégias foram traçadas para que os trabalhadores recebam seus direitos.

O jornal A Verdade(foto acima), de Várzea Paulista, lembrou que “durante muitos anos, ao lado da equipe formada por fotógrafos, motoristas e o apoio da redação e administrativo, jornalistas faziam reportagens sobre empresas que brigavam na justiça para não pagar ou dificultar o acesso aos direitos a seus funcionários, como foram os casos da antiga Vigorelli, que demorou cerca de 25 anos para permitir que os ex-trabalhadores recebessem seus direitos trabalhistas principais e da Argos que faliu em 1984 e por vários anos, o processo trabalhista se arrastou. Agora são estes mesmos jornalistas, fotógrafos, motoristas e pessoal do administrativo que estão brigando por seus direitos trabalhistas em processos que já se arrastam por décadas. No caso dos profissionais do JJ são 10 anos e do JC, já são 21 anos de sofrimento e incertezas sobre o desfecho deste processo trabalhista. E por isso necessitam de todo apoio para que consigam sair vitoriosos desta batalha”. A partir daí, o jornal passa a fazer questionamentos. “Neste período, todos os ex-funcionários vêm acompanhando andamento do processo e a grande questão é: Por que tanta demora por parte da Justiça Trabalhista? O que emperra a finalização da ação?”.

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O Novo Dia(foto principal) informou que o vereador Paulo Sérgio Martins apresentou, no começo do ano passado apresentou projeto 14.579 que proíbe órgãos públicos de Jundiaí de contratar empresas de comunicação com pendências financeiras, trabalhistas ou civis. Na época, a proposta recebeu parecer contrário da procuradoria jurídica da Câmara e também da Comissão de Justiça e Redação. Mesmo assim, a proposta poderá ir à votação. O Jornal da Cidade(foto abaixo) foi na mesma linha.

JC? O jornalista Anselmo Brombal – dono do Novo Dia e do Jornal da Cidade – publicou no dia da reunião na Câmara que “aos poucos, ex-funcionários da Editora Panorama/Casa de Redação e do Jornal de Jundiaí estão mostrando as mazelas por quais passaram – e ainda passam – devido aos não pagamentos ordenados pela Justiça do Trabalho. Eles ganharam a causa, mas ainda não viram a cor do dinheiro. O caso mais duradouro é o da Editora Panorama/Casa de Redação, que editava o Jornal da Cidade. E ainda edita, embora ilegalmente, uma vez que a marca Jornal da Cidade é de propriedade do Grupo Novo Dia(GND), registrada no INPI sob número 915859211. Ou seja, como a marca estava disponível no mercado, o GND a registrou, e passou a ser seu proprietário”. Brombal lembrou na ocasião que o caso envolvendo os ex-funcionários do JJ e JC começava a ganhar repercussão nacional. Na ocasião, o jornalista e radialista Heródoto Barbeiro, da Record, havia repostado uma das matérias do Jundiaí Agora em suas redes sociais.

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