Mercado imobiliário de Jundiaí: RETRAÇÃO em junho

mercado

O mercado imobiliário de imóveis residenciais usados de Jundiaí e região apresentou retração expressiva em junho de 2026. De acordo com a pesquisa mensal do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo(Crecisp), o volume de vendas diminuiu 62,14% em relação ao mês anterior, enquanto as locações recuaram 59,49%. O resultado interrompe o movimento de crescimento observado em maio, quando as vendas haviam avançado 23,51% e as locações 61,65%, e revela um cenário de maior cautela por parte de compradores, investidores, proprietários e locatários.

A queda registrada no mês pode estar relacionada ao comportamento mais seletivo dos consumidores, ao custo do crédito imobiliário, ao comprometimento da renda familiar e ao intervalo natural de acomodação após um período de forte expansão. Mesmo com a retração, os dados de junho mostram que a estrutura da demanda permanece relativamente definida: os apartamentos continuam liderando as vendas, os imóveis de dois dormitórios concentram grande parte das negociações e as regiões periféricas ou em expansão mantêm participação relevante no mercado.

Líderes – Os apartamentos responderam por 64% das vendas realizadas em junho, enquanto as casas representaram 36% das negociações. A predominância dos apartamentos reforça a preferência por imóveis com menor custo de manutenção, maior praticidade e localização compatível com as necessidades de mobilidade urbana. Esse perfil atende especialmente famílias menores, jovens compradores, investidores e consumidores que buscam equilibrar preço, funcionalidade e infraestrutura.

Entre as casas vendidas, os imóveis de três dormitórios foram predominantes, com 50% das negociações. As unidades de dois dormitórios representaram 25%, o mesmo percentual observado entre as casas com quatro ou mais dormitórios. Não houve vendas de casas com até um dormitório.

A distribuição das vendas por faixa de preço revela concentração nos imóveis de valor intermediário. As unidades entre R$ 301 mil e R$ 400 mil responderam por 32% das negociações, constituindo a principal faixa de venda em junho. Os imóveis acima de R$ 501 mil representaram 28%, enquanto as faixas entre R$ 201 mil e R$ 300 mil e entre R$ 401 mil e R$ 500 mil participaram, cada uma, com 16%.

Preços – Os imóveis de até R$ 200 mil corresponderam a 8% das vendas. Embora tenham apresentado participação menor, continuam relevantes para compradores que dependem de financiamento e procuram alternativas de entrada no mercado imobiliário. Ao mesmo tempo, a participação de imóveis acima de R$ 501 mil demonstra que Jundiaí e sua região continuam atraindo consumidores com maior capacidade financeira e mantendo espaço para negociações de padrão elevado.

A presença expressiva de imóveis entre R$ 301 mil e R$ 400 mil indica que o mercado regional se apoia fortemente em unidades voltadas à classe média, especialmente apartamentos e casas com dois ou três dormitórios, localizadas em bairros que oferecem infraestrutura e acesso a serviços.

O financiamento pela Caixa Econômica Federal foi responsável por 54,2% das vendas realizadas em junho. Os financiamentos por outros bancos responderam por 16,7%, o mesmo percentual das compras à vista. As negociações diretas com o proprietário representaram 12,5%, enquanto não houve registros de aquisições por meio de consórcio.

VEJA TAMBÉM

PUBLICIDADE LEGAL É NO JUNDIAÍ AGORA

ACESSE O FACEBOOK DO JUNDIAÍ AGORA: NOTÍCIAS, DIVERSÃO E PROMOÇÕES