Ministério nega REPASSE ao São Vicente e Ligabó pressiona

O Ministério da Saúde negou o repasse de R$ 15,6 milhões anuais ao Hospital São Vicente de Paulo referente ao pedido de Jundiaí para aumento do Teto MAC (Média e Alta Complexidade) da instituição que atende cerca de 24 mil pessoas ao mês. O vereador Wagner Ligabó encabeçou a campanha “Eu Sou São Vicente”. No início deste mês ele fez um ‘adesivaço’ para envolver a população (foto acima) em um abaixo-assinado que conseguiu 6,5 mil adesões. O documento foi entregue ao secretário estadual da Saúde, David Uip, para a inclusão do hospital no Programa Santas Casas Sustentáveis, o que garantiria um repasse mensal de R$ 2,156 milhões.

O São Vicente é o único hospital estruturando do Aglomerado Urbano de Jundiaí, ou seja, apto a atender casos de alta e média complexidade. A região tem cerca de 1 milhão de habitantes.

A negativa foi informada em um ofício enviado pelo Ministério à deputada federal Pollyana Gama (PPS-SP), a pedido do vereador de Jundiaí Wagner Ligabó (PPS). Os dois parlamentares estiveram juntos no gabinete do ministro Ricardo Barros no dia 7 de fevereiro passado para pedir o destravamento de três verbas para o São Vicente e para o Hospital Universitário de Jundiaí, incluindo o aumento no Teto MAC. Esses recursos juntos, que incluem a Onocorrede, para tratamento de câncer, e a RUE (Rede de Urgência e Emergência), somam cerca de R$ 38 milhões ao ano.

Segundo ofício recebido, o Ministério da Saúde disse estar impossibilitado de atender a demanda do município por restrição orçamentária. O pedido de aumento do Teto MAC para o São Vicente feito por Jundiaí foi publicado na CIB (Comissão Intergestores Bipartite) em novembro de 2014, ou seja, há quase três anos.

Ligabó relatou o conteúdo do ofício em um duro discurso na sessão da Câmara Municipal de Jundiaí na última sessão. O parlamentar, que é médico cirurgião cardíaco, lembrou da situação difícil que vive o hospital, que no mês passado teve reduzido um repasse do governo do Estado de R$ 2 milhões para R$ 600 mil mensais, cuja auxílio vai apenas até o fim do ano.

“Parece a história do Grendacc. Esperaram o hospital pedir seu credenciamento para mudarem as regras do jogo”, afirmou em plenário, numa referência ao imbróglio envolvendo o hospital que trata câncer infantil em Jundiaí que também não consegue recursos federais.

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