Campolimpense que sentou na cadeira de Moraes: Defesa vai recorrer

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A defesa de Aildo Francisco Lima, homem que viralizou ao aparecer sentado na cadeira atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante os atos de 8 de janeiro de 2023, afirma que vai recorrer da sentença do empresário. Os advogados também avaliam com otimismo o avanço do PL da Dosimetria e seus efeitos em benefício da redução de pena do cliente, nascido em Campo Limpo Paulista. A informação foi publicada ontem(18), pela revista Veja, em matéria assinada pela jornalista Laísa Dall’Agnol.

De acordo com o texto, na última terça-feira(16), Aildo foi condenado a 14 anos de prisão pela Primeira Turma da Corte, por um total de cinco crimes: abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada. Os crimes são praticamente os mesmos pelos quais Jair Bolsonaro e outros protagonistas do 8 de janeiro foram condenados – a diferença é que, em vez de associação criminosa armada, o ex-presidente respondeu por liderança de organização criminosa.

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“Cadeira do Xandão aqui, ó, vagabundo. É o povo que manda nessa porr, caralh”, diz Aildo, de 55 anos, no vídeo que rodou a internet e que serviu como embasamento para sua condenação. Nele, o empresário aparece sentado em uma cadeira que atribui-se ao ministro Alexandre de Moraes — embora haja comprovação evidente de que o objeto fora retirado do Plenário da Corte, não é certeza que não pertencesse a um dos outros 10 ministros do Supremo, registra a Veja.

O advogado Paulo Emílio Catta Preta de Godoy, ao longo do processo, contestou a validade desse mesmo vídeo usado como prova. Segundo ele, a gravação não foi transmitida ao vivo, embora tenha sido feita, de fato, pelo celular de Aildo. A gravação, diz, foi publicada “por engano” na função “status” do WhatsApp de seu cliente mais de 15 dias depois e gravada e enviada à Polícia Federal por meio de denúncia anônima. Godoy diz que pediu à Corte que fosse oficiada a Meta, dona do WhatsApp, para atestar a sua veracidade, mas que não teve o aval do Judiciário.

Essa mesma formalização serviria, diz Godoy, para comprovar, por meio de horários, que seu cliente não esteve no quebra-quebra, e muito menos dentro do STF — apenas na Praça dos Três Poderes –, e que ele apenas se sentou na cadeira de Moraes, sem tê-la vandalizado. Os fatos seriam suficientes para provar a inocência de Aildo e, em último caso, corroborariam ao menos para eliminar os crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito e tentativa de golpe, afirma a defesa.

Natural de Campo Limpo Paulista, Aildo Francisco Lima trabalha no setor alimentício, em uma rede de supermercados da família. Ele foi preso preventivamente em setembro de 2023, em uma das fases da Operação Lesa Pátria, e encaminhado para um presídio Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Ficou detido na unidade até abril de 2025, quando foi liberado para a prisão domiciliar mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, concluiu a revista Veja.(Foto: redes sociais)

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