Voto é uma atribuição masculina. As mulheres não devem se intrometer em política, por isso não tem direito de voto. A tradição de impedir o voto feminino vem de séculos e mesmo com o desenvolvimento econômico e social, a resistência é muito grande. Cabe à liderança das mulheres reuni-las em organizações que procurem pressionar os deputados para aprovar uma lei que estabeleça igualdade política entre homens e mulheres. Mas não é fácil. A sociedade tem um comportamento machista e não se cogita provocar tumultos com a participação feminina no processo político. Nem para votar, nem para ser votada.
Os conservadores são o principal obstáculo para o reconhecimento do direito de voto das mulheres. A elite não se mexe. Eles acreditam que a missão da mulher é casar, ter e cuidar dos filhos e administrar a casa. É a tradição. Já para a imensa maioria da população pobre, a mulher ainda tem que trabalhar para ajudar a manter a casa, quando o homem não é a principal fonte de rendimento. A falta de educação política é geral e mesmo os partidos políticos mais à esquerda não contam com um plantel de ativistas que possa organizar manifestações e pressionar os deputados. A participação feminina nas fábricas e prestação de serviços abre um debate inesperado na sociedade.
CLIQUE AQUI PARA LER OUTROS ARTIGOS DE HERÓDOTO BARBEIRO
O primeiro passo para dar o direito de voto para as mulheres, surpreendentemente, é tomado pela câmara alta. Exatamente onde se concentra a oligarquia de proprietários de terras e de indústrias. É um desafio à câmara dos deputados. O envolvimento do Reino Unido na primeira guerra mundial, abre espaço, em 1918, para outorgar direito de voto às mulheres com mais de 30 anos. Ainda assim, há uma desigualdade em relação aos homens. A questão da condição “inferior “ da mulher tem atormentado o Reino Unido ao longo dos séculos. Por mais de um século a lei da grande reforma, de 1832, reconhecia que as mulheres não faziam parte do eleitorado. Só em 1928 houve igualdade de idade, 21 anos, para todos os homens e mulheres votarem. No Brasil foi estabelecida em 1934, mas votaram pela primeira vez em 1946.(Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE)

HERÓDOTO BARBEIRO
Heródoto Barbeiro é jornalista do Record News, R7 e Nova Brasil (89.7), além de autor de vários livros de sucesso, tanto destinados ao ensino de História, como para as áreas de jornalismo, mídia training e budismo. Apresentou o Roda Viva da TV Cultura e o Jornal da CBN. Mestre em História pela USP e inscrito na OAB. Acompanhe-o por seu canal no YouTube “Por dentro da Máquina”
VEJA TAMBÉM
PUBLICIDADE LEGAL É NO JUNDIAÍ AGORA
ACESSE O FACEBOOK DO JUNDIAÍ AGORA: NOTÍCIAS, DIVERSÃO E PROMOÇÕES










