Março é o mês de murais decorados de rosa, mimos sobre as mesas, mensagens inspiradoras e aquele café especial para o Dia Internacional das Mulheres. O reconhecimento é um bálsamo, mas precisamos ser honestos: reconhecer sem revisar práticas estruturais é apenas criar ruído. E o ruído adoece. Os dados mostram uma realidade que não cabe em um cartão comemorativo. Hoje, as mulheres representam mais de 60% dos afastamentos por saúde mental no Brasil. A face desse esgotamento tem idade média de 41 anos e um diagnóstico recorrente: ansiedade, segundo o MPT.
Estamos falando de um cenário em que, de acordo com o IBGE, as mulheres ainda recebem salários inferiores aos dos homens em 82% das áreas, mesmo quando possuem formação equivalente. É uma conta que não fecha e que gera uma pressão constante pela prova de valor. Essa pressão não se manifesta por falta de competência, mas por exaustão provocada por ambientes que pregam diversidade, mas não redistribuem poder. Exaustão do que muitas relatam como assédio materno: a exclusão sutil, o julgamento velado sobre comprometimento e o congelamento silencioso da carreira após a licença-maternidade.
Somado a isso, existe o peso invisível da gestão doméstica e do cuidado familiar, que continua recaindo majoritariamente sobre os ombros femininos.
A empresa, porém, não é uma ilha. O que acontece fora do portão atravessa o crachá. Os índices alarmantes de violência doméstica e feminicídio registrados em 2025 mostram que estamos diante de um problema estrutural que impacta diretamente produtividade, absenteísmo, clima organizacional e risco jurídico. Decisões judiciais recentes envolvendo assédio moral e sexual reforçam que o custo da omissão é alto para o caixa e devastador para a reputação.
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Para março ser mais do que simbólico, é preciso revisar políticas internas, práticas, critérios de promoção, equidade salarial e preparo das lideranças. É hora de transformar intenção em ação concreta: canais de denúncia seguros, letramento sobre vieses inconscientes e rodas de conversa que realmente furem a bolha e olhem para a equidade de forma madura.
No fim do dia, empresas que acolhem e protegem suas mulheres não estão apenas sendo “boas”. Estão sendo inteligentes, garantindo sustentabilidade, reduzindo riscos e fortalecendo cultura, além de reputação da marca. Que este 8 de março seja o início de um compromisso que dure o ano inteiro. Feliz Dia das Mulheres todos os dias!

DANY MORAES
Consultora de Projetos de Recursos Humanos e Educação Corporativa. Atua na área de Gente & Gestão há 20 anos, com especializações em Felicidade e Qualidade de Vida no Trabalho, Inteligência Emocional e Líder Coach. Contatos: E-mail: dany.moraes@gmail.com. Instagram: @soudanymoraes. LinkedIn: daniela-moraes-marques.WhatsApp: 11 982659384. Acesse também: @sejaexpandente(Foto ao lado: Tris Nogueira – Foto principal: Vlada Karpovich/Pexels)
SAIBA MAIS SOBRE GENTE & GESTÃO
Gente e Gestão é uma expressão que se refere ao conjunto de práticas, políticas e processos relacionados à gestão de pessoas dentro de uma organização, engloba todas as atividades e estratégias voltadas para o desenvolvimento, motivação, engajamento e bem-estar dos colaboradores de uma empresa.
Isso inclui recrutamento, seleção, treinamento, desenvolvimento de carreira, avaliação de desempenho, remuneração, benefícios, comunicação interna, cultura organizacional, entre outros aspectos que impactam diretamente o capital humano e o ambiente de trabalho.
A expressão Gente e Gestão enfatiza a importância das pessoas como um dos principais ativos de uma organização e reconhece que uma gestão eficaz dos recursos humanos é fundamental para o sucesso e sustentabilidade do negócio.
E também ressalta a necessidade de uma abordagem humanizada e centrada nas pessoas na condução das atividades relacionadas à gestão de talentos dentro da empresa e a produtividade sustentável.
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