A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) assinou acordo de cooperação técnica com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH). O objetivo é promover ações voltadas ao desenvolvimento sustentável em municípios paulistas a partir da gestão de esforços compartilhados entre secretarias. Entre as regiões já mapeadas e eleitas como prioritárias estão a Região Metropolitana de Jundiaí(RMJ), com o Parque Metropolitano do Rio Jundiaí
A proposta é fomentar o crescimento sustentável de cidades, com foco na geração de emprego e renda, melhoria da acessibilidade e valorização de espaços urbanos. A parceria prevê três eixos de atuação. O primeiro deles reúne projetos e ações voltadas a intervenções urbanas em área de interesse turístico. O segundo, o desenvolvimento do turismo urbano e regional; e o terceiro, o intercâmbio de dados e informações técnicas. A Setur-SP vai compartilhar informações sobre as Regiões Turísticas, os Municípios de Interesse Turístico (MIT), as Estâncias Turísticas, as Rotas Turísticas, bem como Planos, estudos e demais materiais.
A Prefeitura de Jundiaí informou que o Parque Metropolitano do Rio Jundiaí integra o projeto “Caminhos do Vale do Rio Jundiaí”, iniciativa desenvolvida de forma conjunta pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado de São Paulo (SDUH-SP) e pela Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ), com participação ativa dos sete municípios que compõem a região.
A proposta está em fase de estruturação e será apresentada ao Conselho de Desenvolvimento da RMJ na próxima reunião, prevista para agosto de 2025. Ainda não há definição final sobre a localização exata, cronograma de execução ou valores de investimento, pois o projeto segue em etapa de planejamento técnico, com base em mais de 160 camadas de dados coletados ao longo dos últimos 30 meses por equipes municipais e estaduais.
“O objetivo central é promover o desenvolvimento sustentável e o protagonismo da bacia do Rio Jundiaí por meio da integração de áreas verdes, valorização da paisagem, melhorias urbanísticas, renaturalização do rio e incentivo ao turismo regional. A proposta também contempla ações voltadas ao esporte, cultura e lazer, com atenção especial às comunidades vulneráveis”, explicou o Executivo.
A construção do projeto da RMJ teve início em 2023, a partir de três eixos estratégicos definidos pelos prefeitos e técnicos: valorização do Rio Jundiaí, regularização fundiária metropolitana e acordo de limites/dívidas entre municípios. Desde então, foram realizados diversos encontros técnicos e eventos participativos, entre eles, a primeira e segunda “Oficina de Desenvolvimento Urbano e Turismo do Projeto Caminhos do Vale do Rio Jundiaí”, em março e abril deste ano, que reuniu representantes do poder público, iniciativa privada e sociedade civil.
Segundo a SDUH-SP, o projeto do Parque Metropolitano do Rio Jundiaí adota uma abordagem multidisciplinar, com o envolvimento dos diferentes níveis de governo e da sociedade. A proposta é restaurar e preservar o Rio Jundiaí, mitigar os efeitos das mudanças climáticas e gerar oportunidades de desenvolvimento econômico com base na valorização ambiental e turística da região. A distribuição de responsabilidades e eventuais colaborações financeiras dos entes envolvidos será debatida nas próximas etapas, após a apresentação ao Conselho de Desenvolvimento da RMJ.
O Rio Jundiaí tem seu nome originado do tupi-guarani (“yundiá”, que significa “rio dos bagres” – “Jundia” = bagre e “Y” = rio). O peixe jundiá é uma espécie de bagre. O rio tem 123 km de extensão – 28 dentro da cidade de Jundiaí – e sua bacia possui uma área de 1.114 km2. O Jundiaí nasce em Mairiporã, passando por Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí, Itupeva, Indaiatuba e Salto, desaguando no rio Tietê, nesta última cidade.
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