Os Comitês PCJ e a Agência das Bacias PCJ(rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) investirão mais de R$ 31,6 milhões este ano em diversos empreendimentos relacionados à gestão dos recursos hídricos. Na região, apenas Jundiaí e Louveira receberão verbas. Cerca de R$ 1.844 milhão serão usados em Jundiaí para dois empreendimentos. Louveira receberá mais de R$ 2 milhões para quatro ações.
Para empreendimentos de proteção de mananciais, Jundiaí receberá R$ 150 mil e terá de dar contrapartida de pouco mais de R$ 40 mil. Com o dinheiro será feita prospecção de 60 propriedades nas bacias dos rios Jundiaí-Mirim(foto) e Jundiaí para composição do Banco de Áreas para Restauração do Programa Nascentes Jundiaí. Já para investimentos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos(Fehidro), a DAE Jundiaí receberá R$ 1.694 milhão e dará contrapartida de quase R$ 627 mil para o empreendimento de prestação de serviços de engenharia para instalação de telemetria em Macromedidores de vazão e VRP no setor de abastecimento.
Já em Louveira, o valor do repasse será de R$ 223 mil, com contrapartida de R$ 213 mil. A verba será usada como incentivo econômico em 33 propriedades e restauração ecológica em outras quatro, num total de quase 190 hectares. As duas ações acontecerão na microbacia do Córrego Fetá. Louveira receberá outros R$ 2 milhões para investimentos do Fehidro. Com este dinheiro serão feitos projetos para ampliação do sistema de esgoto no bairro Arataba, projetos para melhoria da eficiência da estação de tratamento e instalação de monitoramento da pressão, por meio de Inteligência Artifical, para gestão das perdas de águas durante o abastecimento.
“Os Comitês PCJ vêm atuando há 30 anos para mudar a realidade ambiental da região. Os esforços e investimentos realizados proporcionaram, por exemplo, um salto de 3% de esgotos tratados em 1993, para mais de 80% em 2022. Seguiremos firmes planejando e investindo para amenizar as criticidades e ampliar a segurança hídrica das Bacias PCJ”, destacou o secretário-executivo dos Comitês PCJ, André Navarro.
Sergio Razera, diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, ressaltou o progresso alcançado no processo de gestão de recursos hídricos na região. Ele enfatizou que, mesmo quando os processos funcionam, é fundamental continuar pensando no fluxo como um todo e buscar maneiras de aprimorar e agilizar o sistema. “É importante ainda mantermos um banco de projetos, que deve ser estabelecido como uma prioridade pelas instituições de saneamento e prefeituras. Esse planejamento estratégico é essencial para garantir uma utilização eficiente dos recursos financeiros provenientes das taxas de cobrança, evitando seu uso emergencial ou para apagar incêndios, como costuma-se dizer. Recursos esses que devem ser utilizados dentro de um planejamento consistente e de longo prazo”, disse.
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