As escolas administradas pela Prefeitura de Jundiaí(Emebs) deverão receber equipamentos de repulsão por campo eletromagnético contra pombos. O objetivo é afastá-los dos imóveis. Um pregão eletrônico terminou no último dia 8 e ainda não foi divulgado o nome da empresa contratada. Segundo o texto publicado na Imprensa Oficial de Jundiaí, o sistema de repulsão será instalado em refeitórios, quadras esportivas e áreas de circulação das escolas, impedindo o pouso e permanência das aves.
Os pombos são considerados uma praga urbana. De origem europeia, se reproduzem rapidamente e não têm predadores naturais nos grandes centros. Alimentam-se de sementes e até de lixo. A população não deve alimentá-los. No site do médico Dráuzio Varela, o infectologias Fávio de Queiroz Telles Filho, do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal, afirma que as fezes das aves podem ocasionar doenças alérgicas, raramente com reações graves. “Também podem transmitir salmoneloses(intoxicação alimentar); psitacose(febre dos papagaios); histoplasmose(infecção fúngica) e a criptococose(infecção pulmonar).
A criptococose é conhecida também como ‘doença do pombo’. É causada quando a pessoa inala os esporos do fungo que vão parar nos pulmões. No começo, o paciente pode apresentar sintomas de gripe ou pneumonia. Como é uma doença rara, há dificuldade de realizar o diagnóstico. Algumas pessoas podem ter também dores de cabeça, febre, vômito, rigidez na nuca, alterações da visão, fraqueza, dor no peito, confusão mental, náusea, falta de ar, formigamento nos braços e nas pernas. Dependendo da gravidade, a criptococose pode matar.
Os imóveis também sofrem com as fezes. A Ponte Torta, na região do Vianelo, teve seus tijolos corroídos pelos excrementos que são ácidos. Além disto, há a questão da higiene e aspecto visual, deslocamento e danos de telhas e bloqueio de calhas.
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