O apoio do governador Rodrigo Garcia(PSDB) ao presidente Jair Bolsonaro(PL) no segundo turno tornou evidente o racha no ninho tucano, que oficialmente liberou os filiados no segundo turno. A ala tradicional, porém, vem declarando voto em Luiz Inácio Lula da Silva(PT). O posicionamento de Garcia resultou, até ontem, no pedido de demissão de três secretários. O segundo turno da eleição presidencial é um assunto delicado também para os tucanos de Jundiaí. Alguns dizem apenas que este é um assunto para a direção do partido. O presidente da agremiação local, Fernando de Souza, cita a história para justificar o voto: “desde a fundação somos adversários do PT e seguiremos o posicionamento do nosso governador”. Nesta linha, o prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, e o vereador Douglas Medeiros(ambos na foto) declararam voto em Bolsonaro e Tarcísio de Freitas(Republicanos), apoiado pelo presidente, e que disputará o Governo de São Paulo contra Fernando Haddad(PT), no próximo dia 30.
Luiz Fernando relembrou a própria trajetória política para justificar o voto. “A história da minha atuação em Jundiaí é de oposição ao Partido dos Trabalhadores. Neste momento em que dois projetos antagônicos se apresentam como alternativas para governar São Paulo e o Brasil, opto pela coerência deste posicionamento que é o apoio às candidaturas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas”, disse.
O vereador Douglas Medeiros disse que também apóia o presidente “por entender que a continuidade do Governo será melhor para o Brasil”. Ele também votará em Tarcísio. Quanto às divergências criadas pelo apoio de Rodrigo Garcia, o parlamentar disse que “elas sempre existirão. Contudo, precisamos sempre manter o diálogo com respeito”.
Já o vereador Paulo Sérgio Martins disse que “respeitará a orientação do partido e torcerá para os que ganharem façam bons governos para São Paulo e para o país”. Já as assessorias do presidente da Câmara, Faouaz Taha, e do ex-deputado federal Miguel Haddad disseram que o presidente do PSDB de Jundiaí, Fernando de Souza, seria o tucano ideal para falar sobre o tema.
Fernando de Souza, presidente do PSDB de Jundiaí, lembrou que “por questões históricas sempre fomos contrários à candidatura do PT. Em Jundiaí, desde a fundação do partido, fomos adversários claros do PT e dos partidos de extrema esquerda. Nossos valores sempre se mostraram opostos às pautas de esquerda na cidade, especialmente, na autoridade da gestão do recurso público e do retorno dos impostos só cidadão. Por essa razão e entendendo que não há espaço para omissão sobre o cenário que estamos expostos, o PSDB Jundiaí declarou apoio aos candidatos Tarcísio e Bolsonaro para governador e presidente, respectivamente, seguindo o posicionamentos do nosso governador Rodrigo Garcia. Mas, obviamente, o partido respeitará os pensamentos contrários e fará um trabalho de pacificação e união de seus filiados após o segundo turno da eleição”.
Sobre o racha, Souza afirmou que “as divergências são edificantes dentro de uma agremiação partidária, é isso que a faz completa, assim, como disse, haverá todo respeito com posições divergentes na cidade, até porque esse briga, Lula e Bolsonaro, não é a nossa pauta. Temos a gestão da cidade sob a responsabilidade de um prefeito, liderança expressiva do PSDB, quem tem uma importante missão de fazer Jundiaí continuar a crescer em favor do seu cidadão”.
Racha – Na última terça(4), Rodrigo Garcia declarou apoio ‘incondicional’ às candidaturas do presidente e Tarcísio. Nas eleições do dia 2, ele conquistou 18,4% dos votos, ficando atrás do candidato do Republicanos(42,32%) e Fernando Haddad(35,7%). Garcia destoa do voto de tucanos históricos como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-senador Aloysio Nunes e o senador José Serra. Eles e o economista Armínio Fraga, presidente do Banco Central no governo de Cardoso, já anunciaram que votarão em Lula.
A reação dentro do Palácio dos Bandeirantes foi quase imediata. Três secretários deixaram o Governo de São Paulo após o voto incondicional do governador: Rodrigo Maia(secretário de Projetos e Ações Estratégicas); Zeina Latif(Desenvolvimento Econômico) e Laura Muller Machado(Desenvolvimento Social).
Garcia foi deputado federal duas vezes entre 2011 e 2018. Também foi deputado estadual de 2005 e 2007. Foi vice-governador de João Doria, que deixou o Governo do Estado para concorrer às eleições presidenciais deste ano. O governador é considerado como um ‘tucano novo’: só se filiou ao PSDB no ano passado. Antes, fazia parte dos quadros dos Democratas.


PDT e Movimento Negro – Representantes do PDT de Jundiaí participaram ontem(5) de reunião, em São Paulo, que definiu o apoio do partido a Fernando Haddad. Gerson Sartori, presidente da agremiação, e Felipe Pinheiro, da executiva estadual e presidente estadual do PDT Diversidade, acompanharam o encontro. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, apresentou três propostas a Haddad: criação de programa de fomento ao ensino público de tempo integral; Renda Básica Cidadã e projeto de renegociação universal das dívidas do SPC da população.


Também ontem, em Jundiaí, o Movimento Negro se reuniu com lideranças dos diversos partidos de esquerda e do campo progressista, movimento sindical, movimento social, coletivos de cultura, educação, mulheres, comunidade LGBTQIA +. Eles discutiram as estratégias de apoio às candidaturas de Lula e Haddad.
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