A Câmara Municipal de Jundiaí começou a tramitação do projeto de lei nº 15.364/2026, de autoria do vereador Paulo Sergio Martins, que declara as manifestações sonoras, musicais e litúrgicas das religiões de matrizes africanas como Patrimônios Culturais Imateriais do Município. A proposta, protocolada no início de julho, ainda não tem data prevista para ser votada em plenário. Nos bastidores do Legislativo, a expectativa é de que o texto enfrente grande resistência da ala conservadora dos vereadores.
A medida busca complementar a Lei Municipal nº 10.196/2024. O novo texto blinda expressamente rituais como os toques de atabaques, cantos sagrados e o uso de instrumentos tradicionais, como agogôs e xequerês. Na justificativa, o autor aponta que, apesar do reconhecimento legal vigente, ainda são recorrentes os casos de intolerância e tentativas de restrição indevida das celebrações. O texto ressalta que as manifestações deverão observar as leis de sossego público de forma isonômica.
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