RICOY e VENCEDOR de Jundiaí deverão ser vendidos

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As lojas dos supermercados Ricoy e Vencedor de Jundiaí deverão mudar de dono. O grupo enfrenta dificuldades financeiras e passa por recuperação judicial. Segundo fontes ligadas ao setor, o objetivo dos administradores é vender as lojas(que fazem parte do mesmo grupo), o que já vem ocorrendo em outras cidades. Eles estariam buscando interessados para as unidades locais. Não há informações se existem interessados neste momento. O Jundiaí Agora entrou em contato com a central administrativa do grupo e até o momento não obteve retorno até o momento.

A cidade tem duas lojas com a bandeira Ricoy: avenida 14 de Dezembro e rua da Várzea(Agapeama/foto acima). Já as duas unidades do Vencedor ficam na avenida São João, na Ponte, e rua rua Marco Polo, 51(vila Hortolândia). De acordo com o portal Dois Pontos, a loja da Ricoy de Franco da Rocha(avenida dos Coqueiros) foi vendida para a Frido Guendini Empredimentos, do Maranhão. O negócio teria sido fechado no mês passado. Em Perus, a unidade do Ricoy fechou no final de outubro do ano passado, assim como a loja da avenida Tenente Marques, no bairro do Polvilho, em Cajamar. Um mês depois, a Pop TV postou vídeo da unidade de Campo Limpo Paulista cujas gôndolas estavam vazias. A publicação informava que “o Ricoy local caminha para o fim das atividades e as prateleiras começam a ficar sem mercadoria”. Consumidores que estiveram no último final de semana no Vencedor da Ponte São João relataram o mesmo. O IA Notícias publicou, no início do mês passado, que “o Vencedor de Várzea poderá ser vendido para a rede Monte Serrat”.

Em novembro do ano passado, o Sindicato dos Comerciários divulgou nota sobre o pedido de recuperação judicial e que “algumas lojas da Região Metropolitana de Jundiaí já foram fechadas”. O texto explica que “os sindicatos que representam a categoria entraram imediatamente com ações na Justiça do Trabalho para garantir amparo aos trabalhadores da empresa. O pedido de recuperação judicial pode comprometer o pagamento de salários, verbas rescisórias e outros direitos trabalhistas garantidos por lei. A medida, que visa reestruturar financeiramente o grupo, levanta preocupações entre os funcionários sobre a manutenção de seus empregos e o cumprimento das obrigações trabalhistas. A diretoria e o corpo jurídico do Sincomerciários estão prestando total assistência aos empregados”.

Histórico – Em novembro de 2012, o site da Associação Brasileira de Supermercados(Abras) reproduziu matéria do jornal “O Estado de São Paulo” sobre a venda da rede Russi para o Grupo Ricoy. Segundo a reportagem, “Rodolfo Jungi Nagai, fundador da rede atacadista Assaí, que hoje pertence ao Grupo Pão de Açúcar, deve fechar a compra da rede de supermercados Russi, que tem 16 lojas e faturamento anual estimado em R$ 800 milhões. Nagai ficará com o controle da empresa e assumirá a dívida da companhia varejista, calculada em R$ 200 milhões”.

No início de 2012, a rede chilena Cencosud negociou a compra do Russi. Mas a aquisição não foi adiante. A família reassumiu os negócios. “Agora, Nagai deve assumir o controle e a família será afastada do negócio. Rodolfo Nagai começou seus negócios vendendo farinha de trigo para bancas de pastel de feira em São Paulo. Fundou a rede Assaí no início dos anos 70. Em 2007, quando o Grupo Pão de Açúcar (GPA) comprou 60% da empresa por R$ 208 milhões, o Assaí já tinha 30 lojas. Dois anos depois, em 2009, o grupo adquiriu o restante da companhia, por mais R$ 175 milhões. Nagai voltou ao ramo de supermercados, ao se associar em 2011 ao amigo Paulo Tadao, dono da rede paulista de supermercados Ricoy, com 74 unidades em 20 cidades e receita de R$ 1,5 bilhão”.

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