Serra do Japi, o CASTELO DAS ÁGUAS de Jundiaí e região

serra

A Serra do Japi, um dos raros remanescentes de Mata Atlântica no interior paulista, também é conhecida como “Castelo das Águas”. O termo cunhado pelo renomado geógrafo Aziz Ab’Sáber para descrever a rara capacidade geológica de reter umidade e abastecer as bacias regionais. A reserva abriga centenas de corpos d’água. Com cerca de 300 nascentes e dezenas de quedas d’água, o ecossistema atua como uma “caixa d’água” natural. O geógrafo criou o termo durante o processo de tombamento da Serra do Japi pelo CONDEPHAAT, que este ano completou 43 anos. Hoje(22), é celebrado o Dia Mundial da Água.

Ab’Sáber identificou que a Serra é formada majoritariamente por quartzito, uma rocha metamórfica muito dura e fissurada. Diferente de outras serras, essa formação permite que a água da chuva não apenas escorra, mas penetre nas fendas e fique armazenada em grandes altitudes, como se estivesse no topo de uma torre ou “castelo”, sendo liberada lentamente pelas encostas.

Além da quantidade, a qualidade é o diferencial. Monitoramentos constantes realizados pela DAE Jundiaí indicam que a água proveniente da Serra apresenta baixíssimos índices de turbidez e poluição orgânica, exigindo menos processos químicos de tratamento se comparada a águas captadas em rios de planície. Segundo o Plano Municipal de Saneamento Básico, a preservação da cobertura vegetal da Serra é o que garante que essas águas cheguem às represas com padrão de potabilidade superior.

A hidrografia da região também se destaca pela beleza. Estimativas de órgãos ambientais e guias de ecoturismo apontam a existência de mais de 30 cachoeiras e quedas d’água em toda a extensão do território (que abrange também Cabreúva, Itupeva e Pirapora do Bom Jesus). Muitas dessas quedas estão localizadas em áreas de preservação rigorosa ou propriedades particulares, o que ajuda a manter a integridade dos mananciais contra a ocupação urbana desordenada.

O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) reiteram que a manutenção da Serra do Japi é vital não apenas para o consumo doméstico, mas para o equilíbrio do microclima local, garantindo a umidade necessária para a agricultura e para a recarga dos aquíferos que sustentam a economia regional.

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