A polêmica está na definição se o grupo armado pode ou não ser considerado um grupo terrorista. Há séria divergência na lei entre uma atividade criminosa violenta e terrorismo. Os juristas de plantão abandonam a análise técnica legal e mergulham nas opções ideológicas à disposição. As narrativas transbordam para mídia e os jornalistas, como sempre, sem qualquer conhecimento mais profundo do Direito, alimentam o debate em torno do tema, aquecendo o fogo das emoções exageradas. Esqueceram tudo o que aprenderam na escola, principalmente que não é possível rotular de jornalismo o emocionalismo barato, que tem muito mais um sentido comercial do que informativo. Ora é a busca frenética pela audiência, ora servir aos interesses do patrão.
A conjuntura vivida no país favorece o radicalismo. Até o nacionalismo é arrolado no debate, uma vez que nações poderosas do mundo qualificam o terrorismo como um crime internacional, ou seja, os praticantes precisam ser perseguidos além das fronteiras do seu próprio país. Líderes mundiais estão de acordo com um combate coletivo contra o terrorismo, esteja onde estiver. Os nacionalistas rejeitam a tese. Defendem que é uma questão interna e que nenhum outro país, vizinho ou de outro continente se envolva em seus problemas locais. Não abrem mão da soberania nacional, nem que seja necessário passar por cima da violência cometida pelo terrorismo. A pátria está acima de tudo. A pátria está em perigo.
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Se há atentado terrorista, a culpa não é de quem aperta o gatilho para eliminar alguém considerado indesejável para a sobrevivência, autonomia e independência nacional. São heróis que arriscam a vida pela pátria e assim devem ser tratados. Ajam em grupo ou isoladamente. Ele executou o atentado sozinho. Pertence a uma organização conhecida como Mão Negra e é mantida com dinheiro que vem da Sérvia, um país que pretende ser o centro dos estados, uma Iugoslávia. Há poucos meses a região eslava da Bósnia e Herzegovina caíra nas mãos do vizinho império Austro-Húngaro. Em 28 de junho de 1914, o império quer reafirmar o controle da região. Marca uma visita com desfile pelas ruas de Sarajevo, a capital da Bósnia. Ele termina em tragédia – o terrorista Gavrilo Princip mata a tiros o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do império Austro-Húngaro e sua mulher, e dispara a contagem regressiva para a Primeira Guerra Mundial.(Foto: Dan Galvani Sommavilla/Pexels)

HERÓDOTO BARBEIRO
Heródoto Barbeiro é jornalista do Record News, R7 e Nova Brasil (89.7), além de autor de vários livros de sucesso, tanto destinados ao ensino de História, como para as áreas de jornalismo, mídia training e budismo. Apresentou o Roda Viva da TV Cultura e o Jornal da CBN. Mestre em História pela USP e inscrito na OAB. Acompanhe-o por seu canal no YouTube “Por dentro da Máquina”
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