As manchetes recentes revelam uma crise nunca vista no varejo e no comércio em geral. É um assunto que muito nos incomoda, pois faz parte do nosso suporte econômico desde sempre. Entretanto esta crise não é nova e muitas são as causas, mas os sinais eram claros de que isto estava por acontecer de forma mais aguda neste século. As condições econômicas estão sujeitas a muitas intempéries, sobretudo nesse nosso Brasil de grandes irresponsabilidades fiscais. O comércio baseado no crediário sofre com os juros e as condições difíceis ao empreendedor que é permanentemente tributado e exigido o que não facilita nem a vida nem os negócios, mas, evidentemente, o duro golpe foi dado pelo comércio digital que estabeleceu uma concorrência em expansão.
Que esta situação estava por ocorrer e era observável faz tempo e acontecia quando íamos a uma loja e os vendedores nos direcionavam para algum site e nem tentavam procurar os itens que os clientes poderiam estar interessados. Isto, ainda, quando o comprador acreditava que estava negociando com a loja, mas estava fazendo uma compra on-line na própria loja. Ao fazer isto, já me posicionei algumas vezes, estava dando um tiro no próprio pé, pois a principal consequência do desaparecimento das lojas físicas é o desemprego.
Gosto de experimentar os sapatos que pretendo comprar. É uma forma absolutamente segura de que o que estou levando é o modelo, a cor e, principalmente se me serve confortavelmente. Não sei se é só comigo, mas não consigo comprar calçados pela internet. Alguma coisa pode não estar certa. Aí, temos que devolver o produto, reembalá-lo e ir a uma agência dos correios com suas inevitáveis filas. Uma tarefa desgastante para os procedimentos necessários. E, então, rezar bastante para que o produto comprado e entregue seja o que você queria.
CLIQUE AQUI PARA LER OUTROS ARTIGOS DE FERNANDO LEME DO PRADO
Não sou contra o comércio eletrônico, mas nosso varejo facilita muito seu crescimento entregando de bandeja estes serviços. Ver o produto e não uma foto ainda faz parte das preferências de muita gente, mas encontrar vendedores que não estão dispostos a atender eficientemente é um grande desestímulo. Há muito varejistas tiram seus produtos detrás dos balcões para que o cliente acesse aquilo que estão vendendo dos supermercados às lojas de quaisquer materiais. Estas são estratégias que podem facilitar a transição nos modelos de negócio para estruturas menos pesadas com agilidade e redução dos custos operacionais.
Este quadro que ainda está sendo pintado poderá acarretar inúmeras situações difíceis para o varejo independente do tamanho do negócio com uma desativação dos espaços e dispensa de funcionários. As mudanças ocorrem com velocidade crescente e nem todos conseguem se adaptar no mesmo compasso. O consumidor quer valor real e não apenas preço baixo. A qualidade do produto, o atendimento prático sem obstáculos no menor tempo possível são elementos que ajudariam o comercio varejista a preservar seu espaço fundamental na nossa economia.(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

FERNANDO LEME DO PRADO
É educador
VEJA TAMBÉM
PUBLICIDADE LEGAL É NO JUNDIAÍ AGORA
ACESSE O FACEBOOK DO JUNDIAÍ AGORA: NOTÍCIAS, DIVERSÃO E PROMOÇÃO











