Médico e ‘santo’, DOMINGOS ANASTÁSIO morreu há 82 anos

DOMINGOS ANASTÁSIO

jundiai de antigamente (1)Domingos Anastásio nasceu no dia 30 de março de 1875, em Paola, província de Cosenza, na Itália, onde iniciou seus estudos. Em 1898, formou-se médico em Roma. Anos mais tarde viria para Jundiaí onde se tornou lenda e ‘santo’. A igreja obviamente não o reconhece. Mas para a população, ele é santo sim. O médico morreu no dia 20 de julho de 1938, há 82 anos.

Em 1904, Domingos Anastásio veio para o Brasil. Primeiro, para o Rio de Janeiro e depois seguiu para Minas Gerais e São Paulo. Clinicou por um tempo em Campinas e em 1909 mudou-se para Jundiaí, onde permaneceu juntamente com sua esposa, Emília Michelina Ricci de Anastásio, até o fim de sua vida.

'SANTO'
Foto de encontro de amigos, em 1937. Da esquerda para a direita, Anastásio é o terceiro (sentado).

'SANTO'

Aqui, começou a trabalhar no Hospital São Vicente de Paula, onde permaneceu por 14 anos e depois juntamente com outros imigrantes italianos fundou a Fratellanza do Mútuo Socorro, entidade destinada à colônia daquele país (foto acima).

Foi então que a lenda de Domingos Anastásio começou a tomar forma. Ele ia às casas dos pobres, atendia a todos e não cobrava nada. Na maioria das vezes doava remédios ou entregava dinheiro para que o tratamento não fosse interrompido. Em 1924, ele transformou a Fratellanza em Casa de Saúde.

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Às 14 horas de 20 de julho de 1938, Anastásio morreu vítima de um AVC sofrido alguns dias antes. Na época, o Acidente Vascular Cerebral era chamado de ‘derramamento cerebral’(acima, ‘santinho’ distribuído dias antes da missa de sétimo dia).

No período entre o AVC e a morte, o médico agonizou amparado por médicos de Jundiaí e Campinas. Eles tentaram, com os recursos da medicina da época, salvar o médico italiano.

Quando finalmente a notícia da morte de Domingos Anastásio se espalhou pela cidade, os pobres que ele havia atendido com tanta humanidade ficaram chocados.

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Milhares de pessoas acompanharam o funeral até o Cemitério Nossa Senhora do Desterro (foto principal, aliás, um registro raríssimo de 21 julho, dia do enterro). Inúmeros telegramas da Itália foram enviados à viúva, inclusive do cônsul daquele país.

A Escola Professor Luiz Rosa suspendeu as aulas nesse dia e juntamente com outras instituições e comércios hastearam a bandeira do Brasil a meio mastro, em sinal de luto.

Nunca se viu na cidade um número tão grande de coroas de flores enviadas por famílias tradicionais como os De Vecchi, Rappa, Giuntini, Bocchino, João Bourry, Kiss, Borin. Os menos favorecidos também fizeram suas homenagens.

A Argos Industrial parou sua produção para liberar os empregados para o funeral. Muitos deles, aliás, não conseguiam trabalhar. Durante o sepultamento, Clóvis de Sá Benevides enalteceu a vida e a obra do médico em benefício da humanidade.

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'SANTO'

Quando o médico morreu, o hospital passou a se chamar ‘Casa de Saúde Dr. Domingos Anastasio’, como homenagem póstuma. A praça localizada bem na esquina das ruas Rangel Pestana e Torres Neves também ganhou o nome dele, além de um busto, feito de bronze(acima).

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O túmulo dele, logo na entrada do cemitério Nossa Senhora do Desterro, é até hoje um dos mais visitados. Muita gente diz que o médico italiano, mesmo depois de morrer, continua curando. Pessoas em busca de milagres fazem orações e depositam flores na sepultura. Daí, a fama de ‘santo’.

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