O relatório World Air Quality de 2023, feito pela IQAir, mostra as cidades e países com pior qualidade de ar do mundo. O documento traz dados de 7.800 localidades em 134 países – o Brasil é o 83º colocado. Jundiaí, com MP 12,6, excede em duas a três vezes o parâmetro da Organização Mundial da Saúde(OMS) e está na 17ª posição do ranking brasileiro. A informação é do UOL Notícias. Questionada sobre o relatório do IQAir, a Prefeitura de Jundiaí informou que Unidade de Gestão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (UGPUMA) acompanha, junto à Cetesb, órgão oficial responsável pelo monitoramento, os índices de qualidade do ar na cidade. “Segundo levantamento de 2022, em 83% dos dias a qualidade do ar estava boa. A emissão de poluentes, por meio de empresas e veículos, também é fiscalizada continuamente, inclusive com a realização de operações”, afirma o Executivo.
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No país, Jundiaí está atrás de Xapuri(Acre), Osasco, Manaus(Amazonas), Camaçari(Bahia), Guarulhos, São Caetano, Rio Claro, Cubatão, Acrelândia(Acre), Campinas, Mauá, Porto Velho(Rondônia), São Paulo, Senador Guiomard(Acre), Santos e Ribeirão Preto. A única cidade do País entre as analisadas que ficou dentro dos parâmetros estabelecidos pela OMS foi Fortaleza, no Ceará. A Prefeitura de Jundiaí explica que realiza diversas ações de preservação do Meio Ambiente, como o plantio de 6,6 mil mudas ao longo das margens do Rio Jundiaí, no trecho que corta a cidade, trazendo maior qualidade ambiental, conforto ao microclima e preservação. “Outras ações desenvolvidas também ganham destaque, como Pagamento por Serviços Ambientais e Programa Nascentes, o aumento da área verde e plantios de árvores pro meio do Programa Pé de Árvore, obras de prevenção às enchentes e Projeto de Requalificação do Vale do Rio Jundiaí. Além das ações, diversos órgãos e políticas públicas de preservação da fauna e flora silvestres estão consolidadas, como a Fundação Serra do Japi, a Divisão Florestal da Guarda Municipal e a implantação da nova sede do batalhão da Polícia Ambiental”.
Catástrofe global – Segundo o UOL, o estudo é baseado na concentração de material particulado (MP 2,5), em micrograma por m³. Para o cientista de Qualidade de Ar do Greenpeace Internacional, Aidan Farrow, os dados da IQAir mostram que, em 2023, a poluição atmosférica foi uma catástrofe global de saúde.
“Esforços locais, nacionais e internacionais são necessários urgentemente para monitorar a qualidade de ar em lugares sem muitos recursos, gerenciar a névoa transfronteiriça e cortar nossa dependência em combustão como uma fonte de energia”, defendeu. O relatório destacou que o continente africano ainda sofre com a ausência de dados sobre a qualidade do ar. Já na América Latina e no Caribe, 70% dos dados obtidos vieram de sensores de baixo custo.(Foto meramente ilustrativa/Ludvig Hedenborg/Pexels)
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