Existe algo nas empresas que não aparece no DRE, mas impacta diretamente a lucratividade e a retenção de talentos: a desconfiança. Quando a transparência falha, a velocidade dos processos diminui, as decisões travam e os custos (ainda que invisíveis) começam a subir. Esse movimento não acontece isoladamente, ele reflete um contexto mais amplo, especialmente no Brasil, onde a confiança nas instituições já é historicamente sensível.
Dados do Edelman Trust Barometer de 2025 e 2026 mostram que o país opera em um nível apenas moderado de confiança, com sinais recorrentes de ceticismo em relação a lideranças, empresas e instituições, em um cenário global marcado pelo aumento da desconfiança e da percepção de falta de transparência. Nesse contexto, sustentar o que se fala deixa de ser um diferencial e passa a ser condição básica de competitividade.
Ao mesmo tempo, estudos da Gallup, como o relatório State of the Global Workplace 2024, indicam baixos níveis de engajamento no trabalho ao redor do mundo, reforçando o impacto direto de ambientes onde a confiança não está consolidada. Na prática, isso se traduz em equipes menos conectadas, menor disposição para colaborar e maior tendência ao desgaste.
Quando alguém é exposto com frequência à desconfiança, a contextos em que sua boa-fé é questionada ou explorada, tende a se proteger mais, se expor menos e confiar menos. Essa mudança de postura não fica restrita ao ambiente corporativo: ela atravessa relações, influencia comportamentos e reduz a abertura para trocas genuínas.
Aos poucos, instala-se uma lógica de autoproteção que enfraquece algo essencial para qualquer empresa: a inteligência coletiva. Sem confiança, a colaboração diminui, a comunicação perde qualidade e sinais como microgerenciamento, presenteísmo e esgotamento emocional passam a ser naturalizados.
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Se confiança impacta diretamente a performance, então ela precisa sair do discurso e entrar na prática. Transparência nas decisões, clareza nos critérios, coerência entre fala e ação e um ambiente onde o erro possa ser discutido como aprendizado são elementos que sustentam relações mais saudáveis e produtivas. Ignorar a confiança não elimina seus efeitos, apenas os torna mais caros, mais profundos e mais difíceis de reverter.
Em um cenário onde o ceticismo cresce, a empresa que constrói credibilidade no dia a dia não apenas se diferencia, mas preserva uma das poucas vantagens competitivas que não podem ser copiadas: a confiança.

DANY MORAES
Consultora de Projetos de Recursos Humanos e Educação Corporativa. Atua na área de Gente & Gestão há 20 anos, com especializações em Felicidade e Qualidade de Vida no Trabalho, Inteligência Emocional e Líder Coach. Contatos: E-mail: dany.moraes@gmail.com. Instagram: @soudanymoraes. LinkedIn: daniela-moraes-marques.WhatsApp: 11 982659384. Acesse também: @sejaexpandente(Foto ao lado: Tris Nogueira –(Foto: Mizuno K/Pexels)
SAIBA MAIS SOBRE GENTE & GESTÃO
Gente e Gestão é uma expressão que se refere ao conjunto de práticas, políticas e processos relacionados à gestão de pessoas dentro de uma organização, engloba todas as atividades e estratégias voltadas para o desenvolvimento, motivação, engajamento e bem-estar dos colaboradores de uma empresa.
Isso inclui recrutamento, seleção, treinamento, desenvolvimento de carreira, avaliação de desempenho, remuneração, benefícios, comunicação interna, cultura organizacional, entre outros aspectos que impactam diretamente o capital humano e o ambiente de trabalho.
A expressão Gente e Gestão enfatiza a importância das pessoas como um dos principais ativos de uma organização e reconhece que uma gestão eficaz dos recursos humanos é fundamental para o sucesso e sustentabilidade do negócio.
E também ressalta a necessidade de uma abordagem humanizada e centrada nas pessoas na condução das atividades relacionadas à gestão de talentos dentro da empresa e a produtividade sustentável.
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