Mercado imobiliário de Jundiaí reage, diz CRECISP

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O mercado imobiliário de Jundiaí e região iniciou o ano de 2026 com sinais claros de retomada consistente. Levantamento realizado pelo CRECISP(Conselho Regional de Fiscalização do profissional Corretor de Imóveis) junto a 95 imobiliárias apontou crescimento expressivo tanto nas vendas quanto nas locações de imóveis residenciais usados no mês de março, refletindo uma combinação de fatores econômicos e sociais que vêm redesenhando o comportamento do consumidor.

O aumento de 20,87% nas vendas e de 61,29% nas locações em relação a fevereiro evidencia uma mudança relevante no ritmo do mercado. Entre os fatores que ajudam a explicar esse desempenho estão a maior estabilidade econômica e a reorganização financeira dos consumidores, que têm buscado alternativas mais compatíveis com sua renda.

A mobilidade habitacional também ganhou força, com destaque para o dado de que 40,8% dos locatários migraram para imóveis mais baratos, demonstrando sensibilidade ao custo de vida e reforçando a busca por equilíbrio financeiro. As casas lideraram tanto as vendas (55%) quanto as locações (53%), consolidando a preferência por imóveis com maior espaço e funcionalidade.

Nas vendas, predominam:

  • Imóveis com 2 dormitórios (65% das casas e 61,5% dos apartamentos)
  • Metragens entre 50 m² e 100 m² (principal faixa para casas)
  • Apartamentos compactos de até 50 m² (54% das unidades)

No mercado de locação, o padrão se repete:

  • Casas de 2 dormitórios (50%)
  • Apartamentos de 2 dormitórios (66,7%)

O cenário confirma uma tendência nacional: imóveis funcionais, com custo controlado e adequados à renda média continuam sendo os mais demandados.

A região central concentrou 45,6% das vendas, mantendo relevância pela infraestrutura consolidada e facilidade de acesso. No entanto, chama atenção o avanço das demais regiões (29,8%), indicando crescimento da procura por bairros em desenvolvimento e com preços mais acessíveis — um movimento típico de expansão urbana e busca por melhor custo-benefício.

Nas locações, essa tendência é ainda mais evidente:

  • 58,6% dos contratos foram fechados fora do eixo central e nobre

O mercado operou majoritariamente em faixas intermediárias, demonstrando equilíbrio entre oferta e demanda.

Nas vendas:

  • Destaque para imóveis entre R$ 300 mil e R$ 400 mil (33,3%)
  • Faixa de R$ 351 mil a R$ 400 mil lidera com 24,2% das transações

Nas locações:

  • Concentração entre R$ 1.501 e R$ 3 mil mensais (69,8%)
  • Pico entre R$ 1.751 e R$ 2.000 (27,9%)

Esses números reforçam o protagonismo da classe média no mercado imobiliário regional.

O crédito imobiliário continua sendo o principal motor das aquisições:

  • Financiamento pela Caixa Econômica Federal: 34,2%
  • Financiamentos por outros bancos: 18,4%
  • Compras à vista: 31,6%

O dado mostra que, apesar da relevância do financiamento, há uma participação significativa de compradores com maior capacidade de liquidez, o que contribui para a estabilidade do mercado.

O mercado de locação apresenta clara diversificação nas formas de garantia:

  • Seguro fiança: 33,3%
  • Depósito caução: 30%
  • Fiador tradicional: 18,3%
  • Título de capitalização: 15%

A redução do uso do fiador tradicional e o crescimento do seguro fiança indicam modernização e maior praticidade nas negociações.

Outro indicador relevante é o alinhamento entre preço ofertado e valor final:

  • 63,6% dos imóveis foram vendidos pelo valor anunciado
  • A maioria dos descontos ficou abaixo de 5%

O dado sinaliza um mercado mais equilibrado, com menor margem para negociações agressivas.

Continuidade – Com crescimento acumulado de 9,71% nas vendas e 21,76% nas locações no ano, além de expressivos 213,23% em vendas no acumulado de 12 meses, o mercado imobiliário de Jundiaí sinaliza continuidade da recuperação e fortalecimento estrutural.

O cenário aponta para um ciclo de expansão sustentado, com protagonismo da classe média, valorização de regiões em desenvolvimento e crescente profissionalização das transações — elementos que consolidam o setor como um dos pilares da economia regional.(Foto: Reprodução/TV Câmara)

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