COPA DO MUNDO

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Escrevo este artigo sem saber dos resultados dessa última semana de junho em mais esta Copa do Mundo, caracterizada por ser a maior de todos os tempos, o que é verdadeiro, pelo menos no número de participantes. A FIFA entendeu que deveria incluir mais países por razões nem sempre compatíveis com as justificativas apresentadas, mas é o que temos. São muitas as seleções que nunca haviam participado o que tem permitido jogos entre nações que jamais haviam se enfrentado colocando frente a frente campeãs mundiais contra seleções historicamente inexpressivas.

Surpreendentemente os resultados das partidas, até aqui, têm mostrado que alguns representantes de nações menos cotadas no cenário futebolístico apresentaram um jogo muito diferente daquilo que se esperava. Ou melhoraram muito ou os “bicho papões” do ludopédio não são mais os mesmos. As razões para isto são muitas, mas vamos elencar algumas:

  • Praticamente todos os times têm jogadores que não atuam somente em seu país de origem e o qual representam. Estão espalhados pelo mundo. Não há mais seleções “locais”.
  • A comunicação e o acesso permitem que quaisquer comissões técnicas conheçam os jogadores e as táticas de jogo de todos os seus adversários. Não há mais surpresas.
  • A Copa é uma oportunidade única de grande visibilidade e oportunidades, sobretudo para jogadores “escondidos’ em ligas menores ou campeonatos desconhecidos, assim a disposição para o jogo deles é potencializada em patamares muito superiores aos dos jogadores consagrados.
  • A realidade financeira do futebol é superlativa e absurdamente atrativa para todo jogador de futebol. Aparecer na Copa pode significar lucratividade quase que imediata.

Além disso, o futebol é um dos poucos esportes que pode ser definido em um único lance. Um descuido, ou vacilo, ou, ainda, uma jogada brilhante, sorte ou azar, pode ser suficiente para determinar a vitória ou a derrota. Nos esportes com muitos pontos dificilmente uma equipe mais fraca surpreende outra mais forte. O futebol é mais democrático. Em um bom dia todos podem ser premiados, talvez por isso seja tão fascinante atraia multidões. O ápice disto tudo é uma Copa do Mundo.

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Jogadores de futebol se submetem às mesmas preparações físicas que outros atletas, assim os aspectos físicos, preponderantes, podem ser observados em quase todos os praticantes. A “malandragem” também se pode ver universalizou. São estas simulações que beiram o ridículo quando de um lance faltoso. O jogador atingido desaba aos gritos e rola com as mãos no rosto embora tenha sido atingido nas pernas. Parece que ainda não se deram conta de um número expressivo de câmaras de vídeo flagrando tudo, além dos recursos tecnológicos que registram milímetros. Até a arbitragem está mais atenta: “Caiu? Fique um minuto fora de campo para se recuperar”. É o futebol em todas as sua dimensões. É a Copa.

Propositalmente não fiz nenhuma menção à nossa seleção, mas sigo torcendo. (Foto: Jonathan Gonçalves/Pexels)

FERNANDO LEME DO PRADO

É educador

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