As inteligências artificiais estão sendo, exponencialmente, usadas em todas as nossas atividades, especialmente nos processos educativos de todas as ordens. Elas compilam em velocidade altíssima todos os dados disponíveis para responder a quaisquer perguntas que lhe sejam feitas, de forma absolutamente independente das eventuais tendências de autores especialistas. São informações razoavelmente confiáveis, sobretudo quando indicam as fontes e as referências. Sob esta ótica perguntei ao ChatGPT: “Os cursos técnicos de nível médio são a melhor alternativa para a última etapa da educação básica?
Vou transcrever a resposta: “Não é possível afirmar que os cursos técnicos de nível médio sejam, em todos os casos, a melhor formação disponível para a última etapa da educação básica. No entanto, há evidências consistentes de que eles oferecem vantagens importantes em comparação com o ensino médio exclusivamente propedêutico voltado apenas para os vestibulares”.
E continua: “As pesquisas mostram que, em média, os egressos dos cursos técnicos tem maior probabilidade de conseguir emprego logo após a conclusão do médio; recebem salários iniciais mais elevados; desenvolvem competências técnicas e práticas valorizadas pelo mundo do trabalho e pelos estudos em nível superior podendo prosseguir normalmente para o nível universitário; frequentemente apresentam bom desempenho em avaliações nacionais e na continuidade de estudos. É considerada a melhor formação se o objetivo é maximizar a empregabilidade e manter aberta a continuidade de estudos. Neste caso as vantagens dos cursos técnicos são claras. Assim as evidências disponíveis indicam que o ensino técnico de nível médio é muito mais completo, pois combina formação geral, qualificação profissional e possibilidades de continuidade de estudos, oferecendo, sobretudo, melhores resultados de inserção no mercado de trabalho que o ensino essencialmente propedêutico”.
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Os países desenvolvidos, principalmente os da OCDE, que ocupam as primeiras colocações nas avaliações internacionais, apresentam elevado índice de matrículas nos cursos técnicos e sua procura é crescente e consistente. No Brasil há um esforço muito grande para a ampliação da oferta desses cursos que, infelizmente esbarra no preconceito e na desinformação das famílias que continuam insistindo em preparar seus filhos apenas para o vestibular que não lhes assegurará, no mais das vezes, sequer a mesma perspectiva de atuação profissional que os cursos técnicos.
Certamente a escolha é de cada estudante ou de suas famílias, mas é indispensável que isto seja feito em função das perspectivas pessoais de cada um objetivando uma trajetória escolar que atenda seus anseios. Para isto cada um deve buscar todas as informações disponíveis para que suas opções não sejam influenciadas pelas tendências conservadoras que olham para as carreiras estudantis de forma linear independente de todas as mudanças que nos impactam.(Foto: portaldaindustria.com.br)

FERNANDO LEME DO PRADO
É educador
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