O padre Rodrigo de Oliveira Silva, que atuava na Paróquia do Ivoturucaia, em Jundiaí, foi excomungado. A punição extrema, aplicada automaticamente pelo Direito Canônico, ocorreu após o religioso aderir à Sociedade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), tida como ultraconservadora. O sacerdote foi acusado de romper a comunhão com a Igreja Católica ao rejeitar a autoridade do Papa e as diretrizes do Concílio Vaticano II. Com o decreto assinado pelo bispo diocesano de Jundiaí, Dom Arnaldo Carvalheiro, o sacerdote fica proibido de celebrar sacramentos, administrar ritos sagrados ou exercer qualquer função pastoral ligada à Igreja Católica. A medida serve de alerta aos fiéis sobre a perda dos vínculos de comunhão eclesiástica ao seguir movimentos não reconhecidos pelo Vaticano. O Estadão, em matéria assinada por José Maria Tomazela, publicou carta de Rodrigo na qual ele afirma que se tivesse trocado a batina pela ‘calcinha apertada’, o confessionário pela agenda de shows, do afago cheio de respeito humano aos pérfidos judeus, tudo estaria certo. Leia a carta da íntegra:
Quem foi, de fato, excomungado?
“Exsurge Domine, et judica causam tuam” (Sl 73,22)
Nunca foi sobre uma excomunhão justa, foi sobre um verdadeiro ódio a tudo o que é, ou representa o ser católico. E sobre o lugar que Deus não pode mais ocupar nas sociedades, famílias e almas.
Fôssemos nós os defensores do “aggiornamento”, da “nova teologia”, da liberdade para escolher uma falsa religião, do afago cheio de respeito humano aos pérfidos judeus, aos hereges protestantes e aos satânicos maçons. Fôssemos nós os mesmos que trocam a batina pela “calcinha apertada”, o confessionário pela agenda de shows, que trocam a verdade do celibato pela mentira da vida dupla, tudo estaria certo…
Mas somos estranhos, por sonhar com o tempo em que os padres eram conhecidos pela santidade. Homens de Deus que, como Padre Donizete, de Tambaú, erguiam as mãos para abençoar, e o céu respondia com graças e curas.
Que os justos tenham que sofrer, basta olharmos para a Cruz de Cristo. Soframos. Mas, a verdade que este tempo vai nos cobrar, é duríssima: os sacerdotes que foram condenados, na visão de alguns místicos, tiveram suas mãos cortadas, pois são as mesmas mãos de Cristo, que não podem ir para o inferno com estes réprobos.
Tempos estranhos estes, em que os bons precisam pedir licença para crer na doutrina de sempre, enquanto os maus são respeitados, sob alegação de “diálogo”, relativizando a mesma doutrina. Tempos confusos.
Não se explicam tais inconsistências senão pela pregação de um “novo evangelho”, cujo fim é a religião do homem. Os Macabeus que desejarem viver a Lei de Cristo, deverão fugir para as montanhas. Quem quiser ser católico terá que se explicar e se esconder, porque na nova religião do Vaticano II, a nota dominante é antropológica, não cristológica; o homem, e não o Cristo-Deus, porque este foi excomungado.(Padre Rodrigo de Oliveira Silva) – Foto: reprodução.
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