A redução das ilhas de calor e a adaptação das cidades às mudanças climáticas vêm sendo os desafios propostos pela Oficina RESFRIA — Ação Climática e Desenho Urbano, realizada com estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas. A atividade envolve a elaboração de soluções para reduzir o superaquecimento urbano em três áreas de Jundiaí, considerando as características de cada território e as necessidades de quem utiliza esses espaços: jardim Novo Horizonte, região central e Distrito Industrial.
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No bairro Novo Horizonte, o grupo de estudantes concentrou as propostas na mobilidade e no conforto de crianças e idosos, considerando a presença expressiva desses públicos na região. Entre as possibilidades levantadas estão a ampliação de calçadas onde houver espaço disponível e a implantação de canteiros com vegetação. A intenção é criar trajetos mais confortáveis até escolas e equipamentos urbanos, incentivando os deslocamentos a pé e contribuindo para a redução do desconforto térmico.
Na região central de Jundiaí, outro grupo identificou desafios como a pouca arborização, as ruas estreitas e as temperaturas elevadas. Entre as propostas estão o uso de pavimentos permeáveis, que favorecem a infiltração da água da chuva, e a implantação de pequenos corredores verdes. Os estudantes também avaliam tornar trechos comerciais mais favoráveis aos pedestres, especialmente nos fins de semana, sem restringir totalmente o acesso de veículos.

Já no Distrito Industrial, o terceiro grupo de alunos integrantes do RESFRIA identificou a falta de áreas arborizadas e de espaços públicos destinados ao descanso dos trabalhadores durante os intervalos. A proposta é ampliar a presença de árvores e estudar a implantação de uma praça, com a possibilidade de participação tanto do poder público quanto das empresas instaladas na região. O planejamento também deve considerar a circulação de caminhões e as características da atividade industrial. Entre os desafios apontados pelo grupo está o custo de implantação das intervenções.

As estações registram informações como temperaturas máxima e mínima, volume de chuva, direção e velocidade dos ventos, umidade relativa do ar e índice de radiação ultravioleta (UV). Esses dados auxiliam na avaliação das condições meteorológicas e no planejamento de ações preventivas, especialmente em períodos de estiagem, baixa umidade do ar e maior risco de incêndios florestais.
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