Amanda, a falsa criança: Exames feitos em Jundiaí revelaram 150 agulhas pelo corpo

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Presa após se passar por menina de 12 anos e ser acolhida por uma família em Santa Catarina, Amanda Maria Sousa Oliveira já havia sido descoberta em São Paulo por meio de exame de idade óssea. Realizado em 2022, em Jundiaí, no interior paulista, o procedimento revelou que a suposta adolescente era, na realidade, uma mulher adulta. O exame foi realizado em agosto daquele ano, durante período em que Amanda era atendida pela rede de proteção de Jundiaí após se apresentar às autoridades como uma adolescente de 12 anos. Acolhida no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS IJ), ela resistiu à realização do procedimento e precisou ser convencida pela equipe técnica a fazer a radiografia. Na ocasião, os exames apontaram a presença de cerca de 150 agulhas pelo corpo da mulher. Algumas estavam próximas a órgãos internos e chegaram a motivar procedimentos médicos de urgência devido ao risco de complicações graves. Outros exames identificaram agulhas, arames, pregos e parafusos espalhados por regiões como braços, pernas, abdômen, seios e genitália. As informações são do jornal Metrópoles, em matéria assinada por Júlia Gandra.

O resultado do laudo, emitido poucos dias depois, apontou que a suposta adolescente possuía idade óssea compatível com 18 anos ou mais, contrariando a versão apresentada por ela. A conclusão reforçou as suspeitas dos profissionais que acompanhavam o caso e levou à interrupção do acolhimento destinado a crianças e adolescentes. A partir da constatação técnica, a Polícia Civil aprofundou as investigações e conseguiu confirmar a verdadeira identidade de Amanda, revelando que ela tinha 34 anos na época dos fatos.

EM JUNHO, QUANDO AMANDA FOI DETIDA EM SANTA CATARINA, O JUNDIAÍ AGORA APONTOU PASSAGEM DELA POR JUNDIAÍ

Documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que aquela não era a primeira vez que Amanda era submetida a um exame para comprovar sua idade. Em 2010, quando também se apresentava como uma adolescente, autoridades do Rio Grande do Norte já haviam solicitado uma radiografia das mãos e dos punhos para verificar sua idade cronológica.O histórico ajudou investigadores paulistas a conectar casos semelhantes registrados em outros estados e confirmar que a mulher utilizava o mesmo padrão havia mais de uma década. Entre os documentos analisados pela Polícia Civil, está um relatório do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, em Porto Alegre, que aponta provável diagnóstico de transtorno factício, conhecido como Síndrome de Munchausen. A condição é caracterizada pela criação, simulação ou provocação de sintomas físicos para assumir o papel de paciente e receber atenção e cuidados médicos.(Foto: redes sociais/Metrópoles)

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