ARBOVIROSES: Veja as regiões com maior risco

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A divulgação do levantamento do Índice de Breteau (IB), que identifica a infestação do mosquito Aedes aegypti por meio de amostra de larvas coletadas em imóveis residenciais, pela Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM) – órgão da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) -, aponta que a população precisa redobrar os cuidados para evitar o risco do crescimento de casos das arboviroses: dengue, chikungunya e zika, na cidade. Pratos, vasos, baldes, garrafas retornáveis, pneus e lonas continuam sendo os principais criadouros do mosquito. Entre as regiões com maior risco estão: Vila Rami, Vila Arens, Vila Progresso, Vianelo, Eloy Chaves, Almerinda Chaves, Vila Marlene, Torres de São José, seguida de outras como a Ponte São João, a Agapeama, o Jardim do Lago, a Vila Rio Branco e o bairro Jundiaí Mirim.

A coleta de dados foi realizada entre os dias 9 e 31 de janeiro. As equipes atuaram em oito áreas e vistoriaram 5.796 casas para medir a infestação do mosquito. De cada 100 imóveis visitados, três possuíam criadouros diversos com larvas do Aedes aegypti. A partir dos dados, o cálculo do Índice de Breteau de Jundiaí foi de 3,3, o que significa situação de alerta para ocorrência de surtos ou epidemia.

De acordo com o último boletim de arboviroses, Jundiaí registrou entre os dias 1 e 27 de janeiro, cinco casos importados de dengue e nenhum caso de zika e de chikungunya. Em 2022, foram 639 autóctones de dengue (contraídos no Município) e 225 importados (contraídos em outras cidades ou estados); 5 casos de chikungunya importados; e nenhum caso de zika.

“A VISAM, ao longo do ano, mantém a vigilância e as ações para orientar a população sobre a necessidade de eliminar qualquer objeto que possa acumular água e servir de criadouro para os mosquitos. Apesar das iniciativas do Poder Público, o levantamento confirma a baixa mobilização da sociedade. É essencial que cada um faça a sua parte. É fundamental que sejamos proativos para evitar uma epidemia neste ano. As arboviroses são doenças graves e que podem levar a óbito”, salienta a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da UGPS, Fauzia Abou Abbas Raíza.

Recipientes – Ao todo, foram encontrados 4.398 recipientes expostos, provavelmente com os ovos do mosquito, como pratos de vasos, vasos de plantas, latas, garrafas pet, plásticos utilizáveis, pneus, regadores/baldes, lonas (encerados plásticos) e ralos externos. Outros 1.150 recipientes estavam com água e 165 criadouros tinham larvas, sendo que 135 deles, ou seja 82%, possuíam larvas do mosquito transmissor das doenças.

“O IB aponta que é necessário que a população faça sua parte. Essa baixa mobilização da sociedade nos preocupa. O índice mostra que o risco de termos uma epidemia é grande. Fatores ambientais, como a presença desses criadouros, a chuva, a umidade e as temperaturas elevadas favorecem a infestação. A entrada na cidade de casos importados também aumenta as possibilidades de contaminação”, complementa a biomédica da VISAM, Ana Lúcia de Castro Silva.

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