Bolão passará por “investigação de patologias e terapia”

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A Prefeitura de Jundiaí contratará uma empresa de engenharia para “investigar patologias, elaborar laudo técnico e fazer a terapia” das estruturas do Bolão. O ginásio completará 70 anos em outubro próximo. As propostas poderão ser enviadas até o próximo dia 13, às 9h30. Meia hora depois acontecerá a abertura dos envelopes. Segundo nota divulgada pela Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos(UGISP), a contratação tem como objetivo fazer um diagnóstico das necessidades de reparo da estrutura. A empresa vencedora terá 180 dias para realizar o levantamento. Só depois será aberta nova concorrência, caso seja necessário, para realização das obras.

Desde setembro do ano passado(foto principal), metade da arquibancada do Bolão foi interditada. Na época, o Jundiaí Agora questionou a UGISP que respondeu: “a restrição parcial de trânsito na arquibancada e do banheiro são preventivas para a realização de estudos e avaliações para o desenvolvimento de projeto específico para o espaço. A restrição de passagem e de uso do local, contudo, não inviabiliza a realização de atividades esportivas na quadra”.

Com a publicação do edital na Imprensa Oficial do Município do último dia 17, a unidade gestora foi novamente questionada sobre a interdição e segurança de atletas e usuários do ginásio. A UGISP enviou a mesma resposta de seis meses, além das informações sobre a licitação.

(Foto: Janczur/Acervo professor Maurício Ferreira)

70 anos – O Bolão completará sete décadas no dia 4 de outubro deste ano. O nome verdadeiro do ginásio é uma homenagem a um médico filho de imigrante italiano: Dr. Nicolino de Lucca. O Bolão foi projetado pelo arquiteto Vasco Antônio Venchiatutti que administrou a cidade duas vezes 1948-1951 e 1956-1959. O prefeito, na época da inauguração, era Luiz Latorre. Prestes a completar 70 anos, o Bolão continua sendo um dos principais cartões postais de Jundiaí.

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A construção era considerada inovadora já que desafiava a gravidade uma uma das maiores cúpulas de concreto com vão livre no Brasil. O operários da obra contavam que tinham muito medo de retirar as estacas internas de sustentação. Eles acreditavam que tudo poderia desmoronar. Vasco Venchiarutti para tirar esse medo dos trabalhadores, pegou seu próprio Jeep e amarrou cordas nas estacas e começou a retirada. Ele acalmou e convenceu os operários de que não havia perigo nenhum.

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