Eleições de antigamente: lembra das Cédulas e BOCA DE URNA?

Décadas atrás, votar era algo bem diferente. As ruas ficavam literalmente cobertas de santinhos. As urnas eletrônicas não existiam. O eleitor escolhia os candidatos numa cédula de papel. Votava-se para governador, senador, prefeito, deputados e vereador numa tacada só. E depois, as cédulas eram depositados em urnas de lona. Em Jundiaí, após o pleito, as urnas eram levadas para o Bolão, onde ocorria a apuração. Os escrutinadores (foto acima) eram os responsáveis pela contagem dos votos, algo que levava dias, as vezes semanas.

Os registros fotográficos das eleições de antigamente mostram bem como o meio ambiente nunca foi prioridade dos candidatos. Naquela época não existia internet. Quem queria ser votado usava e abusava dos ‘santinhos’, folhetos que traziam as fotos dos candidatos, nome e número. A papelada é usada até hoje, em menor grau. Até porque as regras eleitorais não permitem mais a farra dos santinhos. Naquela época, candidato bom era candidato que ia falar com o eleitor cara a cara.

Na madrugada que antecedia a votação, cabos eleitorais iam para a frente das escolas e jogavam os santinhos nas ruas. A esperança era de que os eleitores sem candidatos simpatizasse com um dos papéis que emporcalhavam a cidade. As vezes até funcionava. Mas, o resultado eram ruas inundadas com material de campanha. Também era permitido pintar muros e tapumes com cartazes com nomes dos candidatos. Como se muro votasse, diria um ilustre político ao ser questionado sobre a falta deste tipo de propaganda na campanha dele. Confira:

Eleições 1989, na Rua Pirapora: a imagem comprova que a boca de urna era liberadíssima…

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Comitê eleitoral de Fernando Collor, que viria a ser eleito presidente e, depois, foi empichado

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Eleições de 15 de Novembro de 1986: Mais sujeira…

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Os papéis com nomes e números de candidatos se esparramavam pelas ruas…

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Antigamente não havia internet e os candidatos apostavam nos santinhos…

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A papelada, além de emporcalhar a cidade, servia para a diversão das crianças

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Tapumes e paredes eram cobertos com cartazes dos candidatos

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O pipoqueiro, na frente de parede com cartazes de candidatos, lucrava com eleitores esfomeados

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Alguns modelos de cédulas:

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