Por meio de uma parceria entre a Unidade de Gestão de Cultura (UGC) da Prefeitura e o grupo Koma Ballet, mais uma vez bailarinos da Cia. Jovem de Dança participam de um mês de intercâmbio na Dinamarca. Desta vez, Jundiaí é representada pelos bailarinos Gean Marcos, Isabela Ivanov e João Lucas Alves, que passam a temporada na cidade de Odense, onde participaram de formações, ensaios e apresentações.
A Cia. Jovem de Dança é o corpo artístico municipal de Dança ligado à UGC da Prefeitura. A parceria com o grupo dinamarquês já rendeu, em dezembro do ano passado, o intercâmbio do bailarino Gean e, em julho deste ano, a vinda de três bailarinos para Jundiaí, um deles a Caroline Rodrigues, que integrou o grupo jundiaiense entre 2018 e julho de 2021, e é uma das fundadoras e gerente artística do Koma Ballet.
De acordo com o gestor de Cultura, Marcelo Peroni, nova participação demonstra o amadurecimento da parceria e dos bailarinos. “A Cia. Jovem foi retomada pela UGC em 2018 e, desde então, tem cumprido com cada vez mais excelência as suas funções principais, que são a formação de bailarinos jovens, o despertar de novos talentos, o fomento de público e o intercâmbio de talentos e saberes nesta linguagem artística. A realização de mais um intercâmbio de bailarinos demonstra o sucesso do grupo e como esses papeis têm sido cumpridos, levando o nome de Jundiaí a cada vez mais lugares do mundo, associado ao trabalho de excelência que vem sendo desenvolvido.”
Após um mês de intercâmbio, os bailarinos participaram das apresentações do espetáculo “Quebra Nozes” nas noites da última sexta (20) e sábado (21), na Odense Koncerthus. O espetáculo é assinado por Alex Soares, diretor artístico da companhia, e cada um dos bailarinos desempenharam diversos papeis.
Os três bailarinos integram a Cia. Jovem de Dança de Jundiaí desde a metade de 2022, estando, portanto, em sua terceira temporada com o grupo. Para Isabela, a primeira viagem internacional a trabalho com a companhia tem sido uma experiência incrível e desafiadora. “Tem sido um prazer se dedicar a esta rotina de muito ensaio, dança e trabalho, também cheia de desafios, como o idioma e este frio, que é diferente do Brasil. Fazer parte da Cia. Jovem de Dança, além de ter agregado na minha vida a oportunidade de trabalhar com grandes nomes, como o do Alex Soares e da Andrea Thomioka, me trouxe até aqui.”
João Lucas também compartilha as suas impressões da experiência com o intercâmbio. “Temos percebido como na Europa a Arte é valorizada em outros parâmetros, como os teatros ficam mais cheios durante as apresentações e como os bailarinos têm mais possibilidades e oportunidades. Sou muito grato à Cia. Jovem, por ter tido o prazer de trabalhar com o Alex, um dos maiores nomes do Brasil, e já ter viajado até para outros Estados do Brasil para se apresentar. Agora, nesta nova experiência incrível, minha primeira viagem para fora, tenho aprendido ainda mais, inclusive na forma de olhar para o trabalho e para a vida”, comentou.
Já Gean, que entre os papeis que irá desempenhar será o de príncipe, traça um paralelo entre as duas oportunidades ao longo do último ano. “Assim como o primeiro convite, este também veio de forma inesperada e, claro, me deixo muito feliz. Entendo que ele tenha resultado do meu trabalho e dos meus esforços. Se fosse para comparar, hoje vejo como minha técnica mudou muito no último ano e, para além do trabalho, também me vejo com outra mentalidade e mais experiente, em busca de audições e oportunidades.”
Alex reitera a importância da parceria. “Este intercâmbio solidifica o trabalho da Cia. Jovem, que sempre teve como objetivo preparar os bailarinos para outros palcos e traz uma projeção merecida a esses jovens. Neste segundo ano de intercâmbio, vemos o quanto foi possível encurtar a distância entre o Brasil e a Dinamarca, levando mais jovens para lá, numa oportunidade proveitosa e merecida de amadurecimento e absorção de nova Cultura. Foram dois dias de apresentações, com casa cheia e uma resposta calorosa da plateia, o que causou muita emoção nos nossos bailarinos. Agradecemos o apoio do gestor Marcelo Peroni e do diretor Wagner Nacarato, que não mediram esforços para possibilitar esta parceria, que promete crescimento para os próximos anos, tanto da Koma Ballet quanto da Orquestra Sinfônica de Odense, com novas montagens do ‘Quebra Nozes’, tradicional clássico natalino”, concluiu.
Homenagem – Conforme definido pela Lei nº 10.302/2024, publicada na Edição 5568 da Imprensa Oficial, o Arquivo Histórico ligado à Unidade de Gestão de Cultura (UGC) passa a se chamar Professora Maria Angela Borges Salvadori, professora sênior do Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação da Universidade de São Paulo (USP) e que faleceu no último mês de setembro. A nomeação é uma justa homenagem da Prefeitura à contribuição e aos esforços da estimada docente pela preservação e divulgação da memória em Jundiaí, principalmente dos temas referentes aos povos africanos, afrobrasileiros e originários no Município.
“Esta é uma justa homenagem de Jundiaí para alguém que em muito contribuiu para o olhar do Município ao resgate e à preservação das Histórias de suas minorias. Graças ao empenho e dedicação da Maria Angela, hoje o Arquivo Histórico atinge um patamar elevado de democratização de seu acervo por meio da internet, resultado da competência e sensibilidade do olhar dela desde a década de 1980”, comentou o gestor de Cultura, Marcelo Peroni.
O diretor do Departamento de Museus da UGC, Paulo Vicentini, também reiterou a importância do trabalho de Maria Angela. “Na década de 1990, ela teve participação ativa na restruturação do Museu Histórico e Cultural, que, à época respondia pelo Solar do Barão, Pinacoteca e Arquivo. O banco de dados com fundos de pesquisa criado à época chegou a contar com mais de 30 mil fontes catalogadas, primárias e secundárias, das quais cerca de 700 referentes às memórias africanas, afrobrasileiras e de povos originários. São dados que, de uma forma ou de outra, perderam-se nos últimos anos e que, mesmo com o trabalho de restruturação e de formação de quadros do Arquivo e da contribuição voluntária dela, seriam necessários ainda mais dois anos e meio para a chegada a um patamar semelhante ao da época. Isso nunca mais pode se repetir em Jundiaí.”
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