Hoje(2), é celebrado o Dia dos Mortos. Muito antes de Jundiaí ter um velório moderno, os finados e suas famílias ficavam num espaço muito mais acanhado. Nos anos 1980, o Velório Municipal ficava na avenida Henrique Andrés, com a fachada virada para o cemitério(foto principal/acima). Agora é hora de voltar ao passado cheio de lembranças, saudade e curiosidades:

Nos anos 1950, o prédio que hoje abriga o Velório Adamastor Fernandes começou a ser construído. Mas a finalidade da obra era bem diferente. O local serviu como Departamento de Águas e Esgoto da cidade.

A foto mais acima mostra o prédio cuja entrada(como velório) fica na rua Professor Luiz Rosa

Um episódio inusitado marcou a história da cidade: no dia 12 de fevereiro de 1952, uma boiada que era conduzida pela Rua Benjamin Constant acabou estourando e invadindo o reservatório de água da cidade — exatamente onde hoje se encontra o Velório Municipal. A imagem histórica mostra curiosos sobre o muro, observando o impressionante cenário com os bois dentro d’água e, ao fundo, a imponente caixa d’água.

Em 1910, o Cemitério Nossa Senhora do Desterro tinha um certo ar de abandono(Foto do Almanach Jundiahy).

Em 1937, a fachada do Cemitério Nossa Senhora do Desterro, era assim. Não é possível ver sepulturas. Os muros nas laterais foram substituídos por portões com grades. Mas, a principal diferença está na própria rua Henrique Andrés. Não há carros estacionados em 45º nem movimento de veículos de lá para cá e vice-versa. Faltam também as árvores nas calçadas. (Foto Ideal-Janczur).

Esta foto é curiosíssima. Data: 6 de setembro de 1950, Dia do Alfaiate. Local: Cemitério Nossa Senhora do Desterro. Naquela época, homenagens aos profissionais que tinham partido eram bastante comuns. Além de celebrações como esta terem ficado no passado, a profissão de alfaiate virou raridade. (Foto Rosane Lopes Ferigato)

O carro fúnebre da Funerária Bonifácio que ficava num casarão da Rua Vigário JJ Rodrigues…

… e foi fundada por Bonifácio José Rocha, que veio da cidade de Paredes de Coura, em Portugal. Lá ele era carpinteiro. (Foto: Sílvia Rocha, bisneta de Rocha)

O primeiro bispo de Jundiaí Dom Gabriel Paulino Bueno Couto morreu no dia 11 de março. O velório ocorreu na Catedral Nossa Senhora do Desterro, que na época ainda era ‘Matriz’. Escolas estaduais da cidade e região mandaram os alunos participar da cerimônia. Durante todo o dia multidões passaram pela igreja. O corpo de Dom Gabriel está na cripta da própria Catedral. (Foto: Arquivo Memorial Dom Gabriel)

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Raríssimo registro do funeral do dr. Domingos Anastásio, no dia 21 de Julho de 1938. O médico italiano, que mais tarde viria a dar o nome à extinta Casa de Saúde(hoje Hospital Regional), tornou-se um ‘santo’ para muitos jundiaienses.

Em vida, Anastásio ajudou muita gente. Depois de morto, teria feito vários milagres. Seu túmulo é um dos mais visitados no Cemitério Nossa Senhora do Desterro.

Há quase 100 anos nascia a lenda de Maria Polito, outra imigrante italiana, que passou a ser tida como ‘santa’. Ela foi brutalmente assassinada pelo próprio marido, Emílio Lourenço, com 18 facadas. Tudo porque ela confessou que fora molestada sexualmente anos antes. Maria Polito, embora morasse em São Paulo, foi enterrada no Cemitério Nossa Senhora do Desterro. O assassinato está no imaginário do jundiaiense até hoje. Pudera! Foi uma história macabra e que na época teve até com revista contando a história da vítima(acima). Até hoje, no dia dos mortos, finados, o túmulo de Maria Polito é muito visitado. Há quem acredite que ela faz milagres…

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