No dia 22 de setembro de 1995, a banda Mamonas Assassinas esteve em Jundiaí. Dinho, Bento, Júlio Resec, Sérgio Reoli e Samuel participaram de uma tarde de autógrafos no Maxi Shopping. Os fãs foram à loucura. Na época, Maria Fernanda Franciscatto Rizzotti tinha 11 anos. Acompanhada pela mãe e o irmão, ela é uma das muitas testemunhas da passagem pela cidade do conjunto musical que revolucionou a música naquela década e depois chocou o país com o desaparecimento trágico provocado por um acidente de avião.

(Foto: Professor Maurício Ferreira)

Naquele distante dia 22, a pequena Maria Fernanda fotografou os Mamonas Assassinas enquanto iam assinando papéis, camisetas e CDs. Eles iriam se apresentar numa casa noturna no centro de Jundiaí, à noite. No dia 6 de janeiro do ano seguinte, os Mamonas Assassinas voltaram à cidade para novo show, desta vez no Clube Jundiaiense. Neste Maria Fernanda foi e fez uma foto. A queda do jatinho da banda, na Serra da Cantareira, aconteceu no dia 2 de março de 1996. Maria Fernanda contou como foi a tarde de autógrafos e o show no Jundiaiense:

Hoje, quais suas impressões sobre aquela tarde de 22 de setembro de 1995?

Parecia uma tarde interminável. Eles se atrasaram. Estavam voltando de um show. Acho que era em Jacareí. Mas, depois que eles chegaram, o tempo passou voando. Eu gostaria que tivesse passado mais devagar. Parece que foi ontem, eu lembro tão bem daquele dia…

(Foto: Maria Fernanda Franciscatto Rizzotti)

Como foi a espera? Foram simpáticos quando chegaram?

Eu fiz amizade com todo mundo na fila. Os Mamonas Assassinas foram extremamente simpáticos, atenciosos. Mas como havia muita gente, não foi possível tirar fotos com cada um deles. Lembro que o Samuel era o último autografando. Ele apertou a minha mão. E eu, uma criança boba, respondi “aiii, como dói”(referência à música Robocop Gay). Todos eles riram!

(Foto: Maria Fernanda Franciscatto Rizzotti)
(Foto: Maria Fernanda Franciscatto Rizzotti)

(Foto: Maria Fernanda Franciscatto Rizzotti)

Eles chegaram a cantar naquela tarde?

No tempo que fiquei ali, não. Na saída do shopping, dei a sorte de vê-los indo embora no ônibus. Minha mãe começou a buzinar e eles passaram a fazer gracinhas pra gente…

Você foi ao show no Jundiaiense?

Sim. Estava lotado e fiquei bem longe do palco. Na época eu já tinha 12 anos. Era muito nova ainda e meus pais não me deixaram ficar na muvuca perto do palco. O show foi maravilhoso e mesmo longe do palco eu pude realizar o sonho de ver todas as gracinhas que via a banda fazendo na TV. Foi inesquecível.

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Como recebeu a notícia das mortes?

No começo eu achava mais difícil. Eu adoeci logo que eles morreram, Tristeza pura. Eu passei mais de ano olhando para o poster na parede do quarto achando que eles iam voltar e que tudo era uma grande brincadeira ‘mamonística’. Mas os anos foram passando e eu fui me conformando. Não tem muito o que fazer, né? Hoje em dia eu fico igualmente triste se ouço as músicas. Por isto acabo ouvindo bem pouco. Mas, de vez em quando eu escuto. E ainda acho surreal como tudo aconteceu.

Continua gostando deles…

Pra mim, é impossível não gostar. Eles me marcaram muito, me fizeram muito feliz e me deram lembranças maravilhosas da época em que estiveram por aqui!

Show em janeiro de 1996, no Clube Jundiaiense (Foto: Maria Fernanda Franciscatto Rizzotti)

Acham que se ainda estivessem vivos e tocando fariam o mesmo sucesso?

Hoje em dia eu não sei. Tem algumas músicas que eu acho que o tom do humor não seria visto com bons olhos atualmente. Creio que a gente só releva porque as músicas são antigas. Talvez tivessem adaptado o humor para algo mais adequado para os dias de hoje. Ou talvez estivessem mais sérios. Mas creio que os Mamonas dos anos 90 não durariam nos dias de hoje.

MAMONA DA TÉCNICA ESTÁ ENTERRADO NO PARQUE DOS IPÊS

(Foto: Facebook Sempre Mamonas Assassinas)

Isaac Souto, o Shurelambers, era primo do vocalista Dinho(ambos na foto ao lado) e também estava no avião que vitimou os Mamonas Assassinas. Ele era assistente de palco da banda. Antes, trabalhava como coveiro. Shurelambers foi enterrado no Cemitério Parque dos Ipês, Jundiaí.

Na época da tragédia, a imprensa divulgou que André Oliveira de Brito, o Ralado, responsável por carregar instrumentos e conceber figurinos, cedeu o lugar para Isaac na viagem fatídica. Ralado era considerado o ‘sexto mamona’.

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