Donald, o TRUMP!

donald

O leitor já tomou conhecimento das decisões malucas de Donald, o Trump, desde o dia da posse como presidente dos Estados Unidos da América. Nenhuma medida que beneficie o povo, a não ser os empresários ligados diretamente a ele. Primeiro foi a história ligada aos imigrantes e a intenção de mandar todos embora. Agora, ou já há algum tempo, mas com ação direta contra o Brasil, Trump no seu terrível tarifaço. Mas voltando aos deportados, vale lembrar que, somente no mês de junho, 209 voos deixaram o país do senhor Donald.

Mas o tarifaço é o que podemos chamar de “a bola da vez”, que atinge, principalmente a economia, mas que tem como principal ação, a política. Um dos mentores de todo este tarifaço e que fez Donald agir, chama-se Eduardo Bolsonaro, o número 03 de Jair e este sim pode ser chamado de “bola da vez”. O deputado está licenciado e deve retornar ao Brasil até o final deste mês ou para reassumir sua cadeira ou para enfrentar processo de cassação que já se articula correr na Comissão de Ética da Câmara. Vale lembrar que 03 foi eleito deputado federal por São Paulo, pelo PL, exatamente o mesmo partido e o mesmo estado que elegeu Carla Zambelli. Incrível a visão política dos paulistas nisto tudo!!!

A ideia de chamar Trump de “xerife”, feita pelo presidente Lula, tem alguns pontos de reflexão: Comentei sobre os imigrantes, mas o forte de sua ação, gira em torno das tarifas alfandegárias. Ele não dialoga diretamente com os países, toma medidas que fogem à Constituição dos Estados Unidos, perde na Justiça e ainda briga com a Universidade de Harvard, mostrando que a direita não valoriza muito os estudos. Foi dele que partiu a ideia de invadir o Capitólio nos Estados Unidos, exatamente o que aconteceu no Brasil no 8 de janeiro, depois que Bolsonaro deixou a presidência. As invasões ocorreram porque tanto Donald como Jair, reclamaram de derrotas nas eleições presidenciais. Se são democratas, deveriam acatar o resultados das urnas, mas nenhum dos dois fez isso!

O tarifaço de Donald, o Trump, fez eco terrível no nosso país. Brasileiros foram às ruas para protestar, empresários estão sendo chamados por Lula a Brasília, pra discutir alternativas, mas se o foco é Jair, o Bolsonaro, a solução não seria o presidente negociar com este (risos)?

A impressão que se tem é a ação de Donald e Jair, um Trump e outro Bolsonaro, é que foi um verdadeiro “tiro no pé” da direita, porque foi negativa! Empresários do agro, grandes apoiadores do número 00, o ex-presidente, estão preocupados porque são grandes exportadores para os Estados Unidos. Café e laranja estão neste processo e a manhã dos americanos pode ser mais amarga. O Brasil vai ter que buscar alternativas fortes, porque isso pode elevar a inflação e, acima de tudo, gerar desemprego. Porque se não vende, não dá para pagar as contas e o empregado é a primeira vítima da história.

Em nosso Estado, há um complicador: e ele se chama Tarcísio de Freitas. O homem, que tem subido ao púlpito de igrejas evangélica como pregador, reclamou que São Paulo deve ser o grande prejudicado neste tarifaço. Mas se seu estado perde, porque no dia da repercussão da decisão de Donald, Tarcísio foi se encontrar com Jair? Bolsonaro elogiou a decisão de Donald, mas esquece que, como brasileiro, acabou vendo seu nome perder força política porque o “tiro no pé” acertou, também, seu sonho de ser candidato o ano que vem.

O número 00 diz que Lula está isolado do mundo, com esta decisão de Donald, mas na semana passada, Lula teve um artigo publicado em jornais de pelo menos oito países do mundo, o que mostra que não é ele que está sozinho esta história toda.

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Muitos líderes da direita brasileira estão procurando fugir do debate e isolando Jair. Já em São Paulo, Tarcísio de Freitas é foco de editorial da Folha. O jornal diz: “Chegou a hora de lideranças como o governador Tarcísio de Freitas mostrar de que lado estão. Ou Tarcísio defende os exportadores paulistas e a soberania brasileira ou continua posando de joguete de boné de um agressor estrangeiro e da família Bolsonaro, cujo patriotismo se dissolve e se transforma em colaboracionismo diante da perspectiva de cadeia!”. No mais, é só isso!(Foto: Sides Imagery/Pexels)

NELSON MANZATTO

É jornalista desde 1976, escritor, membro da Academia Jundiaiense de Letras, desde 2002, tendo cinco livros publicados. Destaca-se entre eles, “Surfistas Ferroviários ou a história de Luzinete”, um romance policial premiado em concurso realizado pela Prefeitura de Jundiaí. Outro destaque é “Momentos”, com crônicas ligadas à infância do autor.

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