O processo burocrático para a entrega do Gabinete de Leitura Ruy Barbosa à Prefeitura de Jundiaí está praticamente concluído e já se sabe como o imóvel será usado. O andar superior será transformado em Núcleo de Pesquisa e Arquivo Histórico da cidade. O espaço receberá documentos, jornais e objetos. O térreo será ocupado temporariamente pelo Comitê de Revitalização do Centro, já que a vocação do prédio é cultural. A memória do próprio Gabinete de Leitura será eternizada através de um memorial.
A presidente do Gabinete de Leitura Ruy Barbosa, Adriana Zutini, confirmou que foi concluído o processo burocrático para a entrega do imóvel. “Agora, todos os assuntos referentes ao Gabinete deverão ser tratados com a Clarina”, explicou Adriana, referindo-se à secretária de Cultura Clarina Fasanaro.
O Gabinete encerrou as atividades em 2023. A atual administração tentou, sem sucesso, encontrar parceiros para continuar funcionando. Além de apoio financeiro, o imóvel da instituição precisavam de reformas estimadas em R$ 2 milhões. Sem outras possibilidades, optou-se por doar a sede ao Poder Executivo, conforme prevê o estatuto da entidade. Em julho do ano passado, parte do acervo do Gabinete Ruy Barbos foi retirado pela Prefeitura de Jundiaí.
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Na época, a Unidade de Gestão de Cultura (UGC) divulgou nota informando que a devolução do prédio do atual Gabinete de Leitura Ruy Barbosa ao município, assim como parte do acervo, seguia em tramitação jurídica e dependia da conclusão oficial da dissolução da entidade, além da publicação na Imprensa Oficial. A UGC recebera da diretoria do Gabinete a minuta do Termo de Devolução que obteve parecer jurídico com relação à documentação necessária para a dissolução e transferência definitiva da posse do referido imóvel para a Prefeitura.
Em junho de 2024, durante reunião do Compac(Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Jundiaí), ficou evidente que a Prefeitura já se preparava para receber o acervo do Gabinete de Leitura Ruy Barbosa. Na ocasião, o então conselheiro do Compac e diretor do Museu Solar do Barão, Paulo Vicentini, afirmou que o acervo seria catalogado e digitalizado pelo acervo pelo Departamento de Arquivos e Museus. A partir daí, o acervo seria disponibilizado. Quanto ao imóvel, especulava-se, naquela ocasião, que poderia ser usado como um centro de memórias e arquivo municipal.
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