Recebo, em média, duas ou três ligações de números desconhecidos quase todo dia. Alguém querendo me vender alguma coisa ou, talvez, uma tentativa de golpe. Muitos dos meus conhecidos me dizem que isto ocorre com eles também. A frequência destes eventos me faz acreditar que Isto não é eventual é sistêmico. Alguém que acessou indevidamente a minha conta ou fez compras em meu nome. Os dados apresentados são os meus, mas as ações supostamente realizadas são falsas. Felizmente, há algum tempo, meu telefone não aceita ligações de quem não esteja na minha agenda, assim não preciso atender, apenas sou informado. Fico um pouco resguardado de algumas tentativas de golpes e dos seus eventuais prejuízos.
Na internet, sobretudo agora com as inteligências artificiais, aparecem pessoas conhecidas anunciando ou vendendo produtos milagrosos. Nem tudo é verdadeiro. Lamentavelmente estas notícias, talvez só boatos, são repassadas aos contatos de cada pessoa, que empresta sua credibilidade ao divulgar a notícia. O que era “fake news” na origem ganha ares de verdade em função de quem esta enviando e, assim, indefinidamente. Sem checar a veracidade do que está sendo noticiado ou vendido a corrente se alastra à medida que cada um, talvez com a melhor das intenções, publica a informação para os seus conhecidos. Tem de tudo, desde fofocas até alertas, pasmem, sobre golpes.
Esta é apenas mais uma face da exposição a que estamos sujeitos ao navegar na internet acreditando que nossos dados, nossas fotos e ações estão sendo vistas apenas para o círculo aos quais foram endereçadas. As postagens na internet não têm controle, qualquer um pode acessar. Estamos na era da tecnologia que permite todo tipo de criatividade e controle. São estruturas bem montadas voltadas para isso com seleção de pessoas, treinamento especializado e muita sofisticação tecnológica com simulação de telefonia em equipamentos de hardware e programas de software. São os crimes cibernéticos. Ninguém está a salvo.
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Sempre podemos ficar atentos e desconfiados, mas o nível de acesso é muito alto, sobretudo para aqueles não habituados ao uso de tantas alternativas tecnológicas. Aqueles que, muitas vezes, nem sabem fazer um pix ou, no limite, mal sabem usar seus telefones. A relação é absolutamente desigual. As pessoas comuns estão desprotegidas e parece que a única alternativa é reeducá-las para que se desenvolvam, aprendam e deixem de ser alvos fáceis. Isso, infelizmente, nem sempre é possível.
O que não podemos fazer é aceitar os golpes como naturais, achando que fazem parte desta nova era de alta tecnologia. Temos que cobrar continuamente para que as autoridades identifiquem e punam quem pratica estes ilícitos, principalmente contra pessoas com mais idade e distanciadas da parafernália eletrônica. Não é admissível sempre responsabilizar as vítimas pela sua inocência ou ignorância.(Foto: Helena Lopes/Pexels)

FERNANDO LEME DO PRADO
É educador
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