Internet das Coisas impulsiona transformação DIGITAL

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Para muita gente, “transformação digital” parece coisa de empresa de tecnologia, cheia de palavras difíceis. Mas a ideia é mais simples do que parece: é usar a tecnologia para resolver problemas reais — reduzir custos, atender melhor o cliente e ganhar vantagem sobre os concorrentes. E, nessa história, a Internet das Coisas (IoT) tem um papel de destaque: ela é a tecnologia que conecta o mundo físico ao mundo digital.

Na prática, IoT é o nome que damos a objetos do dia a dia que se conectam à internet e trocam informações: a campainha que avisa no celular, o relógio que mede os batimentos, o sensor que monitora a temperatura de uma máquina. Pense assim: a IoT funciona como os sentidos de uma organização. Sensores instalados em máquinas, câmeras, veículos e até em plantações coletam informações do mundo real — temperatura, vibração, movimento, umidade — e enviam esses dados para sistemas digitais. É como se a empresa ganhasse olhos e ouvidos para enxergar o que acontece no chão de fábrica, na rua ou no campo.

Mas coletar dados é só o começo. Os dados da IoT alimentam a inteligência artificial, que pode ser comparada ao cérebro. Enquanto a Internet das Coisas sente, a IA pensa: analisa as informações, encontra padrões e sugere decisões. Juntas, elas permitem, por exemplo, que uma máquina avise que vai quebrar antes de parar, que um semáforo ajuste o tempo de acordo com o trânsito ou que uma fazenda irrigue a lavoura apenas quando o solo está seco.

É importante entender também que nem toda mudança é uma transformação profunda. Existem níveis diferentes de evolução. Digitalizar um documento em papel é um passo pequeno. Permitir que equipes de vários países trabalhem juntas em tempo real sobre os mesmos dados já é um avanço maior. E transformação de verdade acontece quando a empresa muda a forma como gera valor — como a indústria que deixa de vender apenas máquinas e passa a vender resultados, no modelo “as a service”, em que o cliente paga pelo uso.

A transformação digital não é um projeto com data para terminar. É uma jornada contínua, que exige mudanças em processos, no modelo de negócios, nas pessoas e na cultura da empresa. E o mais importante: a tecnologia é apenas a ferramenta. O objetivo é sempre resolver um problema real.

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Para as empresas brasileiras, a mensagem é animadora: a IoT é uma tecnologia acessível e já presente no nosso dia a dia, das câmeras de segurança aos sensores industriais. Quem aprende a usar esses “sentidos digitais” para tomar decisões melhores estará um passo à frente. A ABINC, onde atuamos, trabalha para que essa transformação aconteça de forma segura e acessível em todo o país. A pergunta que fica é: sua empresa está apenas modernizando ferramentas ou está de fato mudando a forma como entrega valor? A resposta pode separar os líderes dos seguidores.(Foto: Mak_jp/Pexels)

ROGÉRIO MOREIRA

É presidente da ABINC(Associação Brasileira da Internet das Coisas). É engenheiro eletrônico e mestre em administração de empresas. Atua profissionalmente na área de dispositivos semicondutores pela empresa americana Microchip Technology. É professor universitário da UniAnchieta em Jundiaí. Nasceu na cidade de São Paulo, e mora em Jundiaí há 33 anos.

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