CASARÕES: Uns viraram estacionamentos. Outros ainda estão aí

CASARÕES

Casarões mexem com a imaginação. Se bem cuidados, despertam aquela pontinha de inveja. Afinal, quem não gostaria de morar num imóvel assim? Casarões abandonados, por outro, deixam perguntas no ar. Q quem viveu ali? Como seriam seus hábitos? Eram felizes? E a pergunta derradeira: por que tudo terminou assim? Para aqueles que acreditam, casarões largados à sorte do tempo são os esconderijos perfeitos para fantasmas.

Hoje vamos relembrar ou rever casarões da cidade. A começar pelo imóvel que ficava na esquina das ruas Siqueira de Moraes com a Prudente(foto principal/Regina Kalman). Ali morou o escocês Thomas Archibald Scott, engenheiro mecânico da Cia Paulista de Estradas de Ferro. Ele era casado com Hellen Cowie Scott. Ambos foram sepultados no Cemitério Nossa Senhora do Desterro. O casarão abrigou o Lar Anália Franco até ser demolido.

O casarão acima era conhecido como ‘Solar da Família Bocchino’. Ficava na esquina da rua da Padroeira com a rua do Rosário. Foi construído na década de 1920 por Luiz Constantino Bocchino. A demolição ocorreu nos anos 1980. Hoje existe um estacionamento no local. O muro e as grades do imóvel foram preservados.

Este casarão pertenceu a Mário Generoso Bocchino e também ao engenheiro Francisco de Monlevade. O endereço: esquina da Rua Rangel Pestana com Rua Padroeira. O imóvel deu lugar a um bingo e a dois bancos…

Como não citar a Casa Rosa, na rua Barão de Jundiaí? Abandonada por décadas, deverá ser transformada em estabelecimento comercial. A foto é de Roberto Junio.

Na rua Doutor Cavalcante, dois casarões que foram demolidos. Do outro lado da esquina ficava o quartel da Polícia Ambiental. A foto é de José Freire Cunha.

Este imóvel era da famíia Cordts e ficava na rua Rua Prudente de Moraes. A imagem é da década de 1930. Foto: arquivo Luciana Cordts

Rua Leonardo Cavalcanti, no centro: casarão de Irma e Hermes Traldi. Foto Rildo Martho, na década de 1980.

O imóvel acima ainda resiste ao tempo. É o casarão que fica ao lado da antiga Cica…

No final dos anos 1960, derrubaram este imóvel que ficava na Ponte São João. No terreno foi construída a escola Luiz Bárbaro. Dê um zoom e veja ao fundo do arco à direita uma parte do Viaduto São João Batista.

Este casarão pertenceu à Família Prates Fonseca. Ele ficava na esquina da Rua Barão de Jundiaí com a Rua da Padroeira. O imóvel, depois, foi sede do Ginásio Rosa e da Escola Normal. A foto, de 1941, foi tirada por Janczur.

Rua do Rosário 765, centro de Jundiaí. Nesta casa morou Plácido de Castro, coletor federal, pintor, escultor e colaborador do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí. Ele morreu em 1986. O imóvel, cujo projeto é do arquiteto Araken Martinho, foi derrubado. No terreno foi construído o Condomínio Edifício Milão. Foto: Gustavo Neves da Rocha Filho.

Mais um destes imóveis lendários que ainda estão firmes e fortes: a Casa do Roberto Picchi, na Rua Barão de Teffé, 1960. Na década de 1980, o endereço agitou a vida noturna de Jundiaí. Ali funcionou o Neanderthal, barzinho que serviu de ponto de encontro para os jovens daquela época.

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