A felicitação pelo aniversário da vereadora Quézia de Lucca, ontem(10), durante a sessão da Câmara Municipal de Jundiaí, evidenciou o descontentamento de vereadores do PL. Ao desejar felicidade para a colega de bancada, Rodrigo Albino disse que o pai dele, o ex-vereador também pelo Partido Liberal, Antônio Carlos Albino, tinha enviado mensagem parabenizando a parlamentar e convidando-a para “mudar para o partido Novo, uma vez que você também foi traída pelo PL”. Hoje, o ex-parlamentar está no Novo. Quézia respondeu que pode conversar com Albino. “Tudo na política é possível”, disse ela. Depois da publicação deste texto, Quézia informou que o diálogo “não passou de uma brincadeira de momento”.
CLIQUE AQUI E SAIBA TUDO SOBRE O RACHA NO PL DE JUNDIAÍ
Brincadeira ou não, quando Rodrigo diz que a vereador “também foi traída pelo partido”, ele não está se dirigindo à instituição partidária em si. A crítica é direta ao presidente do PL local, Adilson Rosa, que iniciou a vida política ao ser eleito suplente, em 2000, pelo PT. Ele assumiu a vaga deixada por Mauro Menuchi, que disputou e ganhou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Rosa foi eleito para o segundo mandato em 2005. Curiosamente, o site da Câmara omite o partido do atual presidente do PL naquela ocasião.
Em Jundiaí, o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro está em crise desde o dia 1º de janeiro do ano passado, quando aconteceu a eleição para a presidência da Câmara Municipal. A candidata da legenda era Quézia. Na teoria, ela teria os seis votos da bancada. Na ‘hora h’, só Rodrigo Albino e Leandro Basson votaram nela. Madson Henrique, João Victor e Tiago da El Elion se bandearam para a candidatura de Edicarlos Vieira(União Brasil), candidato do prefeito Gustavo Martinelli, que foi eleito. Ainda no plenário, a vereadora afirmou que os votos dos colegas no adversário seriam infidelidade partidária. Adilson Rosa foi além. Foi às redes, chamou os três vereadores de traidores, misturou política com religião, e disse que Madson, João Victor e Tiago “deveriam ter decência e pedir a saída do partido”. Ele prometeu providências que aparentemente nunca foram tomadas. Agora, os vereadores dizem que o PL sofre com ausência de direção e não cumpre compromissos. Eles não detalharam estas críticas.
Como Rodrigo Albino disse à Quézia que ela “também foi traída”, subentende-se que os outros vereadores da bancada do PL – inclusive ele – também se consideram enganados. Se Rodrigo convidou Quézia para arrumar as malas e ir para o Novo – controlado pelo pai dele – é porque ele próprio deverá seguir este caminho. É bom lembrar que Albino, o pai, deixou o PL justamente por causa de suposto apoio exagerado do partido à campanha de Quézia nas eleições de 2024. Como os outros vereadores não pediram a palavra para corrigir a fala de Rodrigo sobre a ‘traição’, aplica-se aqui o velho ditado: ‘quem cala consente’. Eles também se acham traídos. Em dezembro do ano passado, o Jundiaí Agora já tinha detalhado os motivos que poderiam levar os seis vereadores do Partido Liberal a buscarem outros partidos. Segundo a Justiça Eleitoral, se o vereador sofre perseguição interna, isolamento ou atos que tornem inviável a permanência, ele pode trocar de legenda e, para isso, não é exigido prazo.(Atualizado às 11h de 11/02/2026)
VEJA TAMBÉM
PUBLICIDADE LEGAL É NO JUNDIAÍ AGORA
ACESSE O FACEBOOK DO JUNDIAÍ AGORA: NOTÍCIAS, DIVERSÃO E PROMOÇÕES











