Você pode(e deve) ser FELIZ profissionalmente

profissionalmente

Vivemos em uma cultura que nos ensinou a agradecer pelo trabalho, mesmo quando ele possa doer. A ideia de que estabilidade vem antes do bem-estar fez com que muitas pessoas silenciassem seus desejos, talentos e limites. Mas a pergunta que fica — e que precisa ser feita com honestidade é: a que custo? Ser feliz profissionalmente não é um luxo, nem um capricho moderno. É uma necessidade humana. Passamos grande parte da vida trabalhando, criando, entregando energia, tempo e inteligência. Quando esse espaço se torna apenas um lugar de sobrevivência, algo em nós adoece, mesmo que de forma silenciosa.

Felicidade profissional não é ausência de desafios, nem viver em constante motivação ou eliminar dificuldades. Todo caminho profissional envolve esforço, aprendizado, frustrações e responsabilidades. A diferença está no sentido. Quando há alinhamento entre quem você é e o que você faz, os desafios deixam de ser pesos e passam a ser degraus. O cansaço existe, mas não vem acompanhado de vazio. Existe entrega, mas não anulação.

Muitas pessoas permanecem em lugares que já não fazem sentido por medo: medo de recomeçar, de decepcionar, de perder segurança financeira ou status. Outras seguem expectativas que não são suas da família, da sociedade, do mercado. O problema é que ignorar esse desalinhamento interno cobra um preço alto: desmotivação crônica, irritabilidade, queda de autoestima, ansiedade e a sensação constante de estar vivendo no automático. Não se permitir ser feliz profissionalmente é, aos poucos, renunciar a si.

Antes de qualquer mudança externa, existe um movimento interno essencial: a permissão. Permitir-se desejar algo diferente. Permitir-se questionar. Permitir-se admitir que o caminho atual não representa mais quem você se tornou. Essa autorização não exige decisões imediatas ou rupturas bruscas. Ela começa com escuta, reflexão e honestidade. Começa quando você para de se julgar por querer mais ou algo diferente.

Mais do que paixão pelo trabalho, felicidade profissional está ligada à coerência entre valores, rotina e propósito. É sentir que o que você faz dialoga com o que você acredita, respeita seus limites e reconhece suas habilidades. Às vezes, essa felicidade está em mudar de área. Outras vezes, em ressignificar a função atual, ajustar ambientes, relações ou formas de trabalhar. Não existe fórmula única: existe verdade pessoal.

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Permitir-se ser feliz profissionalmente é um ato de coragem e maturidade. É entender que sua vida não pode ser adiada para o fim do expediente, para o fim da semana ou para um futuro incerto. Talvez a pergunta mais importante não seja “o que vão pensar?”, mas sim: quanto tempo mais eu consigo viver desconectada de mim mesma?

Ser feliz no trabalho não é sobre perfeição. É sobre presença, sentido e respeito por quem você é hoje. Se permita. Sua vida profissional também é parte da sua vida  e ela merece ser vivida com verdade.(Foto: Alena Darmel/Pexels)

ROBERTA TEIXEIRA PERES

Gestora, terapeuta holística, especialista em desenvolvimento humano, Eneagrama. pós-graduada em neuromarketing e PNL Aplicada em gestão de pessoas.

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