O vice-prefeito de Jundiaí Ricardo Benassi é o pré-candidato do PSD à Assembleia Legislativa de São Paulo(Alesp). A confirmação veio através de nota emitida pelo partido. Quase ao mesmo tempo, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, exonerou oito secretários, entre eles o ex-prefeito Luiz Fernando Machado, que até então respondia pela Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias. Ele é pré-candidato a deputado federal pelo PL.
De acordo com a nota do PSD, “Ricardo Benassi é um grande quadro, respeitadíssimo por todo diretório estadual e nacional do partido. Veio para o partido onde este respeito o deixa sempre com o poder da escolha, em ser candidato a deputado federal ou deputado estadual. Embora o desejo do Partido fosse que ele fosse federal, respeitamos a posição do Benassi, pois o nosso querido Brasil precisa de mais ‘Ricardos’ para que possamos ter as mudanças que os brasileiros estão cansados de esperar. Benassi é uma pessoa idônea, tem capacidade técnica e é um grande gestor. Além disso, tem uma grande preocupação e respeito com o dinheiro público, que hoje é uma das premissas dos grandes líderes”.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ACERTOU EM CHEIO A DECISÃO DE RICARDO BENASSI
Até a definição de hoje, Ricardo passou de gestor de Governo e Finanças a mero coadjuvante na Prefeitura de Jundiaí. Ele, que teve participação decisiva na vitória da chapa encabeçada por Gustavo Martinelli nas eleições de 2024, perdeu o ‘poder da caneta’ em agosto do ano passado. Vários secretários ligados a ele também deixaram os cargos. Além da crise política, Benassi também enfrentou a resistência da família que não queria a participação dele nas próximas eleições. O PSD tentou convencer o atual vice que a melhor opção seria Brasília. A Alesp, contudo, foi a solução que Ricardo encontrou para participar da campanha e ficar próximo da família.

Ex-prefeito – O prefeito de São Paulo já anunciou o sucessor de Luiz Fernando Machado na Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias: o ex-diretor da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), Clodoaldo Pelizzoni. A saída do ex-prefeito tinha sido anunciada por ele próprio no final do mandato, ainda em 2024. Naquela ocasião, ele disse ao Jundiaí Agora que iria disputar as eleições de 2026. Naquele momento, porém, ele ainda não havia definido se seria a deputado federal ou estadual.
Em 2 de janeiro do ano passado, Luiz Fernando aparecia como titular da pasta da Prefeitura de São Paulo. Ele participou da primeira reunião do novo secretariado de Nunes, onde já havia uma placa com seu nome à mesa identificando-o como o novo secretário executivo. Naquela mesma semana, ele confirmou o convite, mas solicitou que a posse oficial ocorresse apenas no final de janeiro para que pudesse gozar de um período de férias após encerrar o mandato em Jundiaí.
Apesar do anúncio em janeiro, a nomeação oficial demorou a sair, gerando um “clima de incerteza”. O atraso foi atribuído a um suposto desconforto que a chegada de Machado teria causado. Ele seria visto como um quadro técnico muito articulado e com potencial político para 2026. O ‘núcleo duro’ próximo de Nunes temia a perda de protagonismo em uma área estratégica (privatizações e PPPs). A nomeação oficial de Luiz Fernando Machado aconteceu no dia 27 de fevereiro de 2025.
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