Com a volta das empresas as suas atividades presenciais, muitos profissionais estão em busca de recolocação no mercado de trabalho. Após esses dois anos de pandemia, muitas pessoas perderam seus empregos, mas, um cenário que tem crescido consideravelmente, é de pessoas que buscam uma oportunidade em empresas que promovam mais integração profissional e pessoal, trazendo assim mais equilíbrio e qualidade de vida. Muitas são as empresas que ainda não carregam em suas culturas essas questões ou que não conseguem tirar do papel o planejamento de melhorar a qualidade de vida, incluindo a saúde mental dos colaboradores.
Uma situação que muitos profissionais estão enfrentando, é a da sobrecarga de tarefas no seu dia a dia e gestores que não estão preparados para conduzir o time com essas atribuições. Vale ressaltar que sobrecarga não se trata apenas de muitas tarefas, mas, também de urgência em resolver todas as demandas solicitadas e reuniões em demasia. Um modelo de trabalho onde pressão é associada à eficácia e entrega de resultados. E cada vez mais temos um cenário de pessoas cansadas e doentes, e empresas ainda enxergam a saúde mental como um problema.
Sinais como irritabilidade, insônia, diminuição de rendimento de trabalho, alteração de apetite, sentimento de fracasso, ansiedade, depressão, isolamento, falta de autocuidado e dificuldade para buscar ajudar, são citados na matéria desse mês da revista VocêRH, como alerta de sobrecarga de trabalho, e eu, acredito que em algum momento você se encontrou com algum desses sintomas acima.
Vale ressaltar que a cada dia, pessoas são afastadas de suas funções devido a problemas de saúde mental. Uma das doenças que mais tem afligindo as pessoas, é o Burnout. Onde não se enxerga na maioria das vezes os primeiros sintomas, mas, os riscos são grandes e devemos estar atentos para pedirmos ajuda e procurar um profissional especializado.
O estresse crônico que o Bounout provoca, faz com que a mesma tenha problemas físicos e emocionais, podendo levar a crises, problemas cardíacos e depressão. Por isso, a importância de escutarmos nossa mente e corpo. O medo de perder o emprego, avaliação das outras pessoas, de ser substituído e insegurança pessoal, faz com que muitos não leve os sintomas a sério e tome as medidas necessárias para evitar que esse esgotamento, gere consequências não sadias.
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A responsabilidade das empresas é zelar e cuidar dos seus colaboradores. E existe uma responsabilidade que é apenas do colaborador: reconhecer aquilo que faz mal para si e buscar ajuda no primeiro sintoma. Saúde mental não é frescura ou enrolação. Saúde mental é tão grave quanto a saúde física e pode acarretar problemas piores. Todas as nossas doenças, nascem da nossa mente, do nosso emocional. Cuide-se hoje e sempre e viva plenamente a sua vida!(Foto: Pikist)

ROBERTA PERES
Formada em Gestão de Recursos Humanos, Eneagrama, conhecimento em técnicas de PNL, com carreira desenvolvida em liderança e desenvolvimento humano.
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