A Uva Niagara Rosada de Jundiahy, comercializada na 41ª Festa da Uva, conquistou o selo de Indicação Geográfica(IG). Existe, inclusive, estudo para que a fruta ganhe um canal exclusivo para vendas. A vantagem da indicação é a garantia de que o consumidor estará recebendo um produto que tem o reconhecimento histórico do território ligado à imigração italiana. O Jundiaí Agora questionou o Ministério da Agricultura e Pecuária sobre estas novidades que reconhecem, em todo Brasil, a qualidade e identidade de um dos maiores símbolos da cidade. Confira:
Como funcionará o canal de vendas da Uva Niagara?
O objetivo de uma IG é atingir desde o consumidor final, o varejo, até o atacado de luxo. A ideia é que o consumidor que quer “um quilo da verdadeira uva de Jundiaí” possa encontrá-la com facilidade. Frequentemente, as associações criam Centros de Consolidação. Em Jundiaí, pode ser uma estrutura física para padronização. A venda poderá ser híbrida: pedidos via plataforma on-line para empresas e pontos de venda físicos para o consumidor.

Poderão ser feitas vendas para outros estados e também para o exterior?
Sim, a IG é justamente uma ferramenta de exportação. O selo dá confiança ao comprador de outro estado ou país de que ele está comprando um produto genuíno e de qualidade controlada.
Já existe um prazo para implantação deste canal de vendas?
Isso depende das reuniões do conselho que trata da uva. Os critérios de implantação envolvem volume mínimo de produção, padrão de doçura (grau Brix) e conformidade fitossanitária.
Quais produtos com a certificação já contam com canais de venda?
O mel do Pantanal tem canais de distribuição focados em empórios de produtos naturais e lojas especializadas. O arroz do litoral norte gaúcho conta com canais de venda estruturados para grandes redes de supermercados com gôndolas específicas para produtos de origem controlada.
Sobre as embalagens: o uso delas será obrigatório para toda a safra?
Não necessariamente. O produtor só será obrigado a usar a embalagem e o selo se quiser vender o produto como detentor da IG. Ele pode continuar vendendo parte da safra como “uva comum” em embalagens genéricas, mas perde o valor agregado do selo de procedência. O selo é a prova da certificação. Sem ele, o produto não é IG. Portanto, o objetivo é o reconhecimento do produto, tanto na mercearia do bairro quanto no hipermercado ou na exportação…
Existem critérios para a criação desta embalagem?
Sim. Identidade visual, com o logotipo da IG Jundiaí e cores que remetam à tradição. Rastreabilidade, apresentando espaço para QR Code ou numeração que identifique o produtor. Proteção adequada para garantir que a fruta, delicada, chegue íntegra ao destino. Sustentabilidade, com preferência por materiais recicláveis ou que agreguem valor ético.
Quando as embalagens começarão a ser usadas?
A expectativa é de que isso esteja pronto durante a safra deste ano…
Quem irá produzir as embalagens? Quem arcará com os custos?
Normalmente, são credenciados fabricantes que seguem o padrão visual. O custo da embalagem é do agricultor, mas o ganho está no preço final mais elevado que um produto certificado alcança.
Pode citar produtos com selo que já contam com embalagens especiais?
O Queijo Canastra possui selos numerados e etiquetas de caseína. O Café da Região do Cerrado Mineiro conta com sacarias e embalagens de varejo com selos de procedência e rastreabilidade total via QR Code. Os vinhos do Vale dos Vinhedos têm rótulos que seguem padrões rígidos de menção à IG.(Foto meramente ilustrativa. Original: www.cosmos.bluesoft.com.br/edição: Gemini)
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