19, fevereiro , 2019
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A história e grandeza do Solar do BARÃO de Jundiaí

jundiai de antigamente (1)Em 1862, na Rua Direita(hoje a rua Barão de Jundiaí), Antônio Queiroz Teles ergueu seu Solar, uma casa enorme que mais se parece com sede de Fazenda , com pé direito alto e dez janelas, uma grandeza para arquitetura de 155 anos atrás. Antônio era o Barão de Jundiaí. Desde então, o Solar passou a ser o ponto de encontro dos abastados jundiaienses.

Antônio de Queiroz Teles(reprodução abaixo), foi o primeiro Barão de Jundiahy. Nascido na Vila de Jundiaí no dia 1º de fevereiro de 1789, era filho de lavradores e se dedicou também a lavoura. Mais tarde ingressou na política com o objetivo de bem servir a sua terra. Ocupou vários cargos: foi juiz de paz, vereador, membro da Assembleia Provincial, juiz municipal, juiz de órfãos e delegado de polícia.

 

BARÃO

No Solar do Barão foram tomadas as decisões políticas mais importantes da nossa cidade. Neste imóvel também se hospedavam com todas as honras os visitantes mais ilustres da Província de São Paulo. As portas também eram sempre abertas em qualquer hora para receber e ajudar os pobres de nossa cidade. Tanto é verdade que o Barão era conhecido como o ‘Pai dos Pobres’ ainda em vida. Eles não media esforços para assistir os que mais necessitavam.

Nessa casa também foi feita uma festa maravilhosa digna da elevação de Jundiaí à categoria de cidade e uma década depois à de Comarca. Na sala de jantar sentaram-se à mesa muitas personalidades ilustres tais como o coronel Manuel Pedro Drago, que foi comandante da expedição militar da reconquista de Mato Grosso; cardeal Arcoverde; arcebispos e os presidentes da República Jorge Tibiriçá, Rodrigues Alves, Washinton Luiz, Júlio Prestes e Heitor Penteado. Também recebeu o grande político e jurista Ruy Barbosa.

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Poucos sabem, mas o Solar teve um dia de Palácio Imperial com bandeira oficial e muitos guardas imperiais à porta. Era 23 de agosto de 1876. A baronesa de Jundiaí e seus filhos hospedaram D. Pedro II e a Imperatriz D.Tereza Cristina.

Festas magníficas e inesquecíveis tiveram ali, aniversários , bodas e saraus. Em 1912, uma das mais importantes a comemoração das bodas do tenente-coronel Francisco de Queiróz Teles, que franqueou o Solar para a alta sociedade paulistana e campineira, e teve trens fretados pelos anfitriões para baldear os convidados.

Nos anos 1920, em uma dessas festas o dr. Eloy Chaves, era um dos convidados. Depois da meia-noite ele e dr. Edgard de Souza foram até a primeira janela que faz frente para a Catedral. Eles notaram que a iluminação pública se apagara. Eloy Chaves explicou que a iluminação era feita por lampiões a querosene que normalmente acabava naquele horário. A partir daí, a Lua se encarregava de iluminar a cidade. Nesse momento, tiveram a ideia de cria uma empresa de geração de energia e ali mesmo nasceu a empresa que mais tarde iluminaria com eletricidade o nosso centro. Nesta mesma época (foto abaixo), os charreteiros ficavam bem em frente do Solar. Eles eram considerados os taxistas da época.

BARÃO

Na Revolução de 1932, o Solar foi nosso “Quartel General”. Dali saíram grandes doações de dinheiro, ouro , fardas e suprimentos que ajudaram muito e decisivamente do ideal constitucionalista. Em 1969, o Solar foi tombado para servir para fins culturais e hoje abriga o Museu Histórico e Cultural de nossa cidade e teve recentemente reinaugurado seu jardim que vai até a rua Rangel Pestana. O Solar é uma jóia de nossa cidade, uma mansão que hoje é de todos, um lindo patrimônio, uma testemunha do tempo e da grandeza de Jundiaí e sua gente.

O Solar do Barão a alguns anos atrás:

BARÃO

Detalhes deste imóvel construído em 1862:

BARÃO

Fotos do acervo Sebo Jundiaí/professor Maurício Ferreira

 

 

 

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