INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

inteligência artificial

À medida que a ferramenta ChatGPT ganha notoriedade, com suas mais diversas aplicações e possibilidades, retomamos as discussões sobre como a evolução da Inteligência Artificial afetará as nossas vidas. Será que estamos nos aproximando do fim dos tempos quando os computadores dominarão o mundo? A IA substituirá as pessoas e passaremos a ser dominados por máquinas? A resposta para acalmar os corações inquietos é: ainda não.

Reportagens, notícias, comentários, artigos alguns científicos, outros nem tanto, abordam o tema com se uma novidade impactante e devastadora estivesse invadindo nosso cotidiano provocando mudanças irreversíveis no nosso modo de vida, destruindo empregos e funções. Não é nada disso. Apenas mais um algoritmo, dentre os milhares já existentes, que realiza tarefas com resultados expressivos.

Os computadores continuam incapazes de pensar. Apenas realizam atividades para as quais foram programados processando dados a uma velocidade alucinante. São capazes de pesquisar informações tão rápido que parece que são, de fato, inteligentes. Assim, os avanços tecnológicos que permitem o aparecimento de ferramentas e aplicativos continuarão o seu processo evolutivo sempre com repercussões, positivas ou negativas, dependendo da forma como são apresentados e usados.

Observo que algumas instituições de ensino se apressam em repensar seus processos avaliativos diante da perspectiva do uso dessas ferramentas, das quais o ChatGPT é uma delas. Vou, temerariamente, repetir uma frase que uso há décadas: “se dá pra colar é porque a prova foi mal feita”. Reforçando que as máquinas não pensam nem raciocinam apenas buscam muito rapidamente as informações onde estiverem, assim como esprememos nossas memórias tentando encontrar onde foi que armazenamos a resposta à pergunta que nos está sendo feita e que exige apenas memorização e não inteligência.

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As avaliações, quaisquer que sejam os instrumentos utilizados para isso, que cobram apenas retenção de memória podem, facilmente, ser atendidas como o uso de aplicativos, entretanto aquelas que exigem correlações advindas de aprendizagens significativas, que são a base dos nossos conhecimentos, não se conseguem fazer da mesma forma. Lembrando, ainda, que o objetivo central de uma avaliação é descobrir o que se aprendeu independente do que foi ensinado.

A Inteligência Artificial continuará a produzir ferramentas e aplicativos com a intenção inicial de melhorar as nossas vidas. Se isso vai ocorrer dependerá, sempre, da forma como forem utilizados pelos seres humanos.(Foto: Divulgação/Cena do filme ‘Ex-Machina: Instinto Artificial’, 2014)

FERNANDO LEME DO PRADO

É educador

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