COMPRAS estão emagrecendo no peso. Mas, engordando no preço!!!

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Esta semana li uma postagem no Facebook que me fez abrir, e muito, meus olhos na hora das compras no supermercado. Não é de hoje que inúmeros produtos, de todos os segmentos, estão diminuindo de peso, mas continuam ostentando os mesmos preços ou até valores maiores.  Sim, você está comprando menos e pagando mais. As empresas justificam essa manobra como uma “readequação de marketing” e ainda avisam (em letras minúsculas) na embalagem a porcentagem reduzida. Para mim, essa estratégia cheira a safadeza, já que os preços não baixaram. É um aumento disfarçado.

A redução do peso das mercadorias já começou faz tempo, mas inicialmente eram situações pontuais.  Agora essa prática se alastrou mais do que o corona vírus no Brasil. Ao fazer compras, basta dar uma voltinha pelas gôndolas do supermercado e observar atentamente as embalagens de sorvetes, biscoitos, barras de chocolate, cereais, refrigerantes, sabão em pó. Em matérias já publicadas na mídia, as empresas e até mesmos órgãos oficiais de fiscalização justificam essa redução como forma de manter os produtos com preços competitivos, apesar dos altos índices inflacionários. Seria uma boa ideia se a conta não fosse paga somente pelo consumidor, que agora recebe menos e continua a desembolsar o mesmo valor ou até mais pelo mesmo produto.

É lamentável essa prática por algumas empresas, que querem ganhar mais, entregando menos. Na minha época a gente chamava isso de enganação, hoje o nome é readequação. O mais grave, a meu ver, é que essa redução está dentro da legalidade. A legislação aceita essa prática, desde que a empresa informe o consumidor de forma clara. Ou seja, a empresa avisa o incauto comprador que está sendo roubado no peso. Muito honesto e civilizado.

Alguns exemplos desta redução são absurdos, como o caso da paçoquinha, que já era pequena, pesando apenas 24 gramas, mas com a readequação foi reduzida a 18 gramas, o que não garante nem uma bocada.  Outro exemplo é a barra de chocolate, que nos áureos tempos pesava 200 gramas, mas que nos últimos anos passou a pesar 180 gramas, 150 gramas, chegando agora a 90 gramas, um emagrecimento notável.  Só no Brasil o chocolate emagrece…

Como esse emagrecimento parece que já está institucionalizado no país, não vejo solução, a não ser uma postura mais firme dos órgãos oficiais de fiscalização em favor dos direitos dos consumidores. Enquanto isso não acontece, tomo minhas próprias providências na hora das compras, boicotando solenemente as empresas que passaram a reduzir seus produtos, dando chance para outras marcas. E já tive boas surpresas com essas trocas.(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

VÂNIA ROSÃO

Formada em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Trabalhou em jornal diário, revista, rádio e agora aventura-se na Internet.

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