POLYTHEAMA poderá ter nome vinculado a patrocinador

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Durante a reunião do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Jundiaí, realizada no dia 1º deste mês, foi divulgado que edital de patrocínio e associação de marca ao Teatro Polytheama está sendo elaborado. A medida tem como objetivo captar recursos para melhorias do teatro, “inclusive substituição de cadeiras e outras benfeitorias”. Diante da discussão sobre a eventual associação de marca ao nome do Polytheama, o Departamento de Patrimônio Histórico consultou Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado(CONDEPHAAT) para orientação. O CONDEPHAAT respondeu que “preliminarmente é necessária a preservação e destaque do nome histórico ‘Teatro Polytheama’, devendo eventual associação de patrocinador ser complementar e temporária”. Quando a proposta de apoio for confirmada, o Compac deverá analisá-la.

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O possível patrocínio para o teatro que completará 115 anos em dezembro próximo corre paralelamente aos trabalhos realizados pela Comissão Especial de Avaliação, que em maio último divulgou procedimento de manifestação de interesse. O texto publicado na Imprensa Oficial informa que os trabalhos da comissão iriam subsidiar a estruturação de modelo de concessão para fins de exploração econômica de atividades de lazer e visitação, bem como serviços de gestão e operação dos atrativos existentes e a serem implantados nos parques municipais de Jundiaí. Já na Câmara, tramita o projeto 14.784/2025, que autoriza a Prefeitura de Jundiaí a celebrar contratos de venda de direitos para eventos e imóveis públicos municipais. No mundo dos negócios, essa operação é conhecida como ‘Naming Rights’. Exemplo prático: o estádio do Palmeiras antes tinha o patrocínio da Allianz. Agora, do Nubank.

Parques – Conforme a ata da reunião da Comissão Especial de Avaliação de 29 de maio do ano passado, estudos preliminares indicam que o jardim Botânico, o Parque da Uva, o Bolão, o Parque do Trabalhador(Corrupira), o Bosque Jardim Copacabana e os parques da Cidade, Engordadouro, jardim do Lago, Eloy Chaves, além do Espaço Expressa poderão ser administrados por empresa ou consórcio. A escolha do vencedor – que será responsável também pela operação, manutenção e exploração econômica dos locais – se dará através de licitação. O estudo não foi aprovado e, devido a várias dúvidas e questionamentos da comissão, a informação era de que seria revisado.

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Na ocasião, o registro da reunião informou que “quem vencer a licitação poderá explorar os estacionamentos, organizar eventos, instalar lojas, vender alimentos e bebidas, operar atividades de lazer, investir em melhorias e explorar receitas comerciais. A empresa receberia ainda uma contraprestação da Prefeitura no valor de R$ 450 mil por mês”. Neste quesito, a comissão recomendou que análise mais aprofundada. De acordo com os dados da época, não estava claro se a concessão seria atrativa para empresas e se apresenta sustentabilidade e equilíbrio financeiro.

Patrocínio – O projeto que está na Câmara afirma que “a iniciativa privada poderá dar nome aos prédios públicos e eventos que desempenhem atividades voltadas à saúde, cultura, esportes, educação, assistência social, lazer e recreação, meio ambiente, mobilidade urbana e promoção de investimentos, competitividade e desenvolvimento”. É exatamente o caso do Polytheama.

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O texto afirma também que “a celebração de contratos, que dependerá de licitação e a contrapartida financeira, poderá ser paga anual ou mensalmente. As empresas interessadas deverão estar em dia com as legislações federal, estadual e municipal”. O texto enfatiza que o procedimento “não implicará em privatização ou alienação de imóveis. A cessão é exclusivamente do direito de nomear, mediante contrapartida previamente definida e supervisionada pela Prefeitura. Esta iniciativa se alinha às diretrizes de inovação e responsabilidade fiscal que Jundiaí vem adotando, conferindo maior sustentabilidade às políticas públicas e promovendo a sinergia entre o poder público e a iniciativa privada”.

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