Uma passeata para salvar a SERRA. Em julho de 1978…

serra

O dia 31 de julho de 1978 foi histórico para o meio ambiente de Jundiaí. Diante da ameaça de loteamentos na Serra do Japi, cerca de 2 mil pessoas se mobilizaram e fizeram um passeio ecológico que virou passeata, protesto. A multidão saiu da Praça da Bandeira, no centro da cidade, e foi até o pico do Mirante. O jornalista José Arnaldo de Oliveira participou do evento e escreveu:

“Era 1978, em plena ditadura. Não havia internet, não havia redes sociais, e falar de ecologia ainda era algo distante para muita gente. Mesmo assim, Jundiaí saiu às ruas. O folheto feito à mão era genial: trazia o Saci, a Iara e o Curupira defendendo a Serra, além do Curuquiã, o índio gigante de Jundiaí, já alertando para os riscos ambientais e climáticos.

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O passeio virou passeata. As bandas da época participaram, houve música, juventude, coragem e amor pela cidade. Aquele movimento ajudou a abrir caminho para uma luta que levaria cinco anos até resultar no tombamento da Serra do Japi, em 1983, com a participação decisiva do geógrafo Aziz Ab’Saber no Condephaat.

Naquele tempo, a Serra era vista de quase todos os cantos de Jundiaí. Havia menos prédios, mais mirantes naturais, mais área rural, mais contato direto com as cachoeiras, trilhas, pássaros, borboletas, árvores e histórias que sempre fizeram da Serra um lugar mágico.

Muita gente hoje talvez não saiba que Jundiaí foi histórica nessa luta. Mas foi. E precisa continuar sendo. A Serra do Japi segue lá, na paisagem e dentro dos nossos corações. Em parte, graças àqueles “malucos” de 1978 que tiveram coragem de defender o que era de todos.

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